?Tem gente querendo plantar por lá, com máquina e óleo fornecidos pelo governo. Outros protegidos criam gado dentro do terreno que não lhes pertence e há ainda os que produzem, colhem e vendem para o próprio governo, ocupando terras que não lhes pertence. Aquilo lá ta uma verdadeira zorra?.
Este é o resumo do que diz o presidente da Associação que reúne os primeiros ocupantes do projeto Banco da Terra I, hoje únicos garantidores do financiamento feito à época, junto ao Banco do Brasil.
Segundo informa o presidente José Maria da Mata, eleito regularmente em Assembléia, hoje existe um comprador para a Fazenda onde se localiza o Banco da Terra, disposto a quitar a hipoteca com o banco, liberando a todos da dívida que hoje anda pela casa do milhão e quatrocentos mil reais, deixando ainda para os atuais usuários as residências que ali foram construídas.
?Isto é tudo o que nós e o banco queríamos, mas, não sei por que, o prefeito, o Zenaido, o Lacir da Emater, o presidente do Sindicato (Messias) e alguns membros da diretoria anterior, derrotada por nós em Assembléia), insistem em plantar na terra que é nossa, inclusive facilitando a entrada de gente de fora do projeto, que está lá usufruindo de bens que não são deles, (terra, máquinas, equipamentos e até de energia elétrica. Este é o mesmo pessoal que tocou aquilo do jeito que bem quis e nem sequer nos prestou contas?, acusa.
O presidente da Associação Familiar Agro-Industrial Nossa Terra ? Fazenda Ouro Negro II ? reafirma que a intervenção de autoridades facilitando o uso da terra, neste momento em que as negociações com um pretenso comprador se encontram em fase adiantada, pode vir a prejudicar o encaminhamento de uma solução que, no seu entender, é a única saída para os mais de 20 devedores e avalistas solidários da operação que deu origem ao Banco da Terra.
Lembra ainda que muito do patrimônio lá adquirido já foi alienado (vendido ou desviado) ? como trator, gado, produtos estocados, irrigação, caminhão, etc, o que, é prova de que o projeto do ponto de vista administrativo, não deu certo. Segundo ele, ?uns trabalham, outros não, e na hora de dever, só nós, os primeiros é que vemos nossos nomes no SPC, Serasa e Cadin. Pior que isso, é lembrar que segundo o contrato, nossa dívida se não quitada, passará a ser herança de nossos filhos como dívida ativa da União. Portanto, precisamos acabar com este pesadelo que um dia, reconheço, lá no início de tudo, já foi sonho?.
?O prefeito, secretário ou seja lá quem for, não tem o direito de interferir em uma decisão nossa, tomada legitimamente em Assembléia e que tem um único fim: quitar débitos sem dar prejuízo a quem quer que seja? , concluiu.

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