Em fase final de votação no Senado, a reforma da Previdência está motivando o governo federal a preparar também alterações administrativas para reestruturar as carreiras do funcionalismo federal, estabelecendo novas regras para contratação, promoção e desligamento dos servidores.

Em sua reportagem principal, O Estado de S.Paulo informa que, embora o foco principal esteja relacionado aos novos funcionários, a proposta também deverá incluir algumas regras de transição para o quadro atual. O governo diz que não há chance da “situação legal” dos atuais funcionários ser alterada, mas revelou que existe um estudo em análise para os futuros servidores.

Segundo o Estadão, devem ser revisados as licenças e gratificações, além da estabilidade para novos servidores de algumas carreiras. O fim da progressão automática, a redução do número de carreiras e o alinhamento dos salários do setor público aos da iniciativa privada também estão em discussão.

De acordo com o matutino, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já sinaliza que considera a “reforma administrativa” uma prioridade. “Proposta elimina benefícios e muda carreira de servidores”, revela a manchete do Estadão.

Em seu título principal, O Globo traz dados de um levantamento feito em 26 capitais e no Distrito Federal que aponta para a retomada do emprego formal na maioria delas: 14.

Segundo o estudo, o saldo é positivo na criação de vagas com carteiras assinadas de janeiro a agosto deste ano. São Paulo é o destaque da pesquisa com um registro de 58.889 postos de trabalho com carteira assinada. A capital mineira Belo Horizonte ocupou o segundo lugar, com o registro de 17.085 novos empregos nesse período.

O levantamento mostra, contudo, que oito das nove capitais da região Nordeste e também estados que vivem crise fiscal, como o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, tiveram um resultado negativo.
Na capital fluminense, a perda de empregos formais atingiu o número de 8.072 postos, já em Porto Alegre o saldo negativo foi de 2.385 empregos perdidos. Na região Norte, houve baixas nas capitais Belém e Macapá. Os dados foram produzidos pela consultoria Tendências.

Para o economista e professor universitário João Saboia, o quadro nas regiões Norte e Nordeste está atrelado ao nível de desenvolvimento dos mercados de trabalho locais. Ele diz que “nas duas regiões o mercado de trabalho tem muita informalidade” e que os formais, em sua maioria, são da administração pública.

“Ao passo que o Sudeste tem mercados mais desenvolvidos, [há] uma maior participação de empresas privadas”, explica. Para o economista, isso exemplifica a geração de empregos formais na região. “Maioria das capitais vive retomada do emprego formal”, informa a manchete do Globo.

A Folha de S.Paulo destaca que o governo Jair Bolsonaro enviou à Câmara uma proposta que visa reduzir burocracia sobre operações cambiais. O projeto abre caminho, por exemplo, para pessoas físicas de alguns segmentos terem contas em dólar e outras moedas, hoje restrito a prestadores de serviços turísticos.

De acordo com o matutino paulista, o texto permite que o Banco Central expanda gradualmente essa autorização. Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que o projeto beneficiaria correntistas que enviam remessas para parentes no exterior ou recebem.

Uma outra mudança, também passível de regulamentação, seria permitir que fintechs (start ups do sistema financeiro) atuem de forma independente no mercado de câmbio. Hoje essas empresas precisam estar atreladas a outras instituições financeiras tradicionais – bancos e corretoras – para operar no setor. “Projeto abre caminho para BC permitir conta em dólar”, sublinha a manchete da Folha.

 

Fonte: G1 ||
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