A ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, foi eleita a ‘pessoa do ano’ pela revista “Time” nesta quarta-feira (11). Ela ganhou fama e inspirou movimentos estudantis na luta contra o aquecimento global e em defesa da natureza. A estudante é a mais jovem a ser indicada individualmente ao título.

Em 2018, Greta deixou de ir a aulas nas sextas-feiras em Estocolmo para protestar contra o aquecimento global. O ato solitário ganhou apoio nas redes sociais e se tornou uma campanha mundial conhecida como “Fridays For Future” (ou ‘Sexta-feiras pelo Futuro’, em tradução livre).

Ela já discursou em eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU e o Fórum Econômico Mundial.

A ativista Greta Thunberg discursa na conferência da ONU sobre o clima, a COP 25, em 11 de dezembro de 2019 — Foto: Cristina Quicler/AFP

Em março deste ano, em entrevista ao portal G1, Greta afirmou que poucos adultos estão escutando as demandas dos jovens. “Eles estão ocupados fazendo outras coisas para serem reeleitos”, disse ela.
Greta aparece na lista de termos mais procurados no Google. Ela aparece em sétimo lugar na categoria “nomes” mais buscados no mundo.

‘Pirralha’

Um dia antes de Greta ser nomeada “Pessoa do Ano”, o presidente Jair Bolsonaro criticou o espaço dado pela imprensa para a ativista, a quem chamou de “pirralha”.

Isso porque, no sábado (7), Greta compartilhou um vídeo sobre as mortes dos indígenas brasileiros e escreveu que esses povos são assassinados ao tentar proteger a floresta do desmatamento ilegal.

“A Greta já falou que os índios morreram porque estavam defendendo a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí, pirralha”, declarou o presidente.

Horas depois da fala do presidente brasileiro, Greta mudou a sua apresentação no Twitter para “Pirralha”.

Greta Thunberg muda sua descrição biográfica no Twitter após Bolsonaro chamá-la de ‘pirralha’. — Foto: Reprodução/Twitter

Trajetória de Greta em 7 tópicos

  1. Ela conta que aos 8 anos, na escola, ouviu falar pela 1ª vez sobre aquecimento global e disse ter ficado assustada com a falta de ação dos adultos.
  2. Ela conta que o temor em relação ao meio ambiente foi um dos fatores em um período depressivo, no qual deixou de ir à escola por um tempo.
  3. Aos 11 anos, ela foi diagnosticada com Asperger, um tipo de autismo. Ela diz que essa condição é chave em seu modo de agir e interpretar o mundo.
  4. Depois de pesquisar e convencer os pais sobre a crise climática, a estudante começou em 2018 a deixar de ir a aulas nas sextas para protestar.
  5. Ato solitário ganhou apoio nas redes sociais e foi seguido pelo mundo sob o nome de “Fridays For Future”.
  6. Greta já discursou eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU, e o Fórum Econômico Mundial.

Escolhidos em outros anos

A revista Time explica que, anualmente, solicita aos editores para que escolham uma pessoa que teve maior impacto nas notícias, boas ou más.

No ano passado, a Time escolheu jornalistas mortos e presos como “Pessoa do Ano” — em alguns casos, mais de um indivíduo recebe o título. Veja quem recebeu a homenagem da revista nos anos anteriores:

2018: Jornalistas mortos e presos
2017: Movimento de mulheres que denunciou assédio sexual
2016: Donald Trump, eleito naquele ano presidente dos EUA
2015: Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha
2014: Equipes de saúde que combatem o Ebola
2013: Papa Francisco
2012: Barack Obama, reeleito presidente dos EUA naquele ano
2011: Manifestantes dos protestos que ocorreram naquele ano, como primavera árabe
2010: Mark Zuckerberg, fundador do Facebook

 

Fonte: G1||
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