Greve de caminhoneiros provoca falta de combustível na região

A entrega de combustível já está comprometida em Oliveira, Cláudio, Perdões e Campo Belo.

A entrega de combustível já está comprometida em Oliveira, Cláudio, Perdões e Campo Belo.

A greve dos caminhoneiros afeta a produção e o abastecimento de algumas regiões do estado. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Minas Gerais (Minaspetro), a entrega de combustível já está comprometida em Oliveira, Cláudio, Perdões e Campo Belo. Em Belo Horizonte, ainda não há queixa de desabastecimento, mas o atraso na entrega não foi descartado.

Nesta terça-feira (24), caminhoneiros mantêm interdição em pelo menos oito trechos de BRs mineiras. O protesto se estende por mais de 48 horas e impede a passagem de veículos de carga. Somente carros menores e ônibus têm a circulação liberada. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) os pontos de interdição estão na BR-381, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Oliveira e Perdões, na BR-262, em Juatuba, na Grande BH, e Realeza, distrito de Manhuaçu, Zona da Mata, na BR- 040, em Nova Lima e Congonhas, Região Central, além da BR-116, também em Manhuaçu. Há interdição ainda na MG-050, entre Itaúna e Divinópolis.

Além de Minas Gerais, seis estados enfrentam protestos, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Paraná, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul e Goiás com bloqueios em rodovias.

Na quarta-feira (23), diversas rodovias foram bloqueadas por caminhoneiros que protestam contra alta de combustíveis, e servidores públicos e empregados terceirizados cruzaram os braços em busca de reajustes salariais. Para piorar a situação, trabalhadores da indústria automotiva foram dispensados ou obrigados a tirar férias e empresas envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras continuam a fechar vagas porque alegam que não recebem recursos para honrar os compromissos.

Em sete estados do país, caminhoneiros cruzaram os braços, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com ações na Justiça Federal com o intuito de suspender os bloqueios nas estradas. A AGU, além de pedir a adoção de medidas necessárias para garantir o direito de ir e vir das pessoas, liberando as pistas para livre circulação, solicitou ainda a fixação de multa de R$ 100 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar o tráfego.

Os trabalhadores reclamam que o preço dos combustíveis aumentou e o dos fretes permanece inalterado. Os motoristas profissionais ainda reivindicam queda no valor dos pedágios, melhores condições nas rodovias do país e tributação diferenciada no transporte de cargas.

Fiat libera 6 mil trabalhadores

Com o tráfego de caminhões interrompidos, diversas empresas foram afetadas. Na fábrica da Fiat, em Betim, os trabalhadores do segundo e terceiro turno foram liberados nesta terça-feira – pelo segundo dia consecutivo – devido às perspectivas de falta de peças para a montagem de carros. São cerca de 6 mil funcionários dispensados. Considerando que a planta produz aproximadamente 3 mil carros diariamente, a paralisação dos dois turnos faz com que pelo menos 2 mil veículos deixem de ser produzidos por dia.

Na segunda-feira (23), cerca de 6 mil trabalhadores do segundo e do terceiro turnos já tinham sido liberados. Segundo a Fiat, eles estão sendo dispensados porque o protesto impediu que as autopeças e componentes utilizados na fabricação de veículos chegue no horário programado. A fábrica de Betim está localizada na BR-381 (rodovia Fernão Dias), principal ligação entre São Paulo e Belo Horizonte. A unidade fica em uma região de alta concentração industrial, próxima à refinaria Gabriel Passos da Petrobras.

A Fiat afirma que está monitorando o protesto, na expectativa de que a situação se normalize, para decidir quando os trabalhadores devem voltar. A montadora informou que os funcionários do turno da noite (23h-5h) estão mobilizados para irem trabalhar nesta terça-feira, caso a situação das rodovias melhorem ao longo do dia. A empresa não descarta ter que dispensar os colaboradores novamente amanhã.

Ceasa
No entreposto da Ceasa em Contagem, o fluxo de mercadorias ainda não tinha sido afetado pela paralisação, mas técnicos fazem o levantamento para mensurar a situação. Segundo nota da central de abastecimento divulgada hoje, uma análise mais precisa dos eventuais impactos da entrada de mercadorias deverá ocorrer após o mercado da manhã desta quarta-feira, quando a movimentação volta a ser mais mais intensa. No mercado dessa segunda-feira, a entrada de mercadorias se deu normalmente, não comprometendo o abastecimento de produtos. (Com informações Antonio Temóteo, Rodolfo Costa /Correio Braziliense , Pedro Rocha Franco , Luiz Ribeiro)

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Greve de caminhoneiros provoca falta de combustível na região

A entrega de combustível já está comprometida em Oliveira, Cláudio, Perdões e Campo Belo.

A entrega de combustível já está comprometida em Oliveira, Cláudio, Perdões e Campo Belo.

 

A greve dos caminhoneiros afeta a produção e o abastecimento de algumas regiões do estado. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Minas Gerais (Minaspetro), a entrega de combustível já está comprometida em Oliveira, Cláudio, Perdões e Campo Belo. Em Belo Horizonte, ainda não há queixa de desabastecimento, mas o atraso na entrega não foi descartado.

Nesta terça-feira (24), caminhoneiros mantêm interdição em pelo menos oito trechos de BRs mineiras. O protesto se estende por mais de 48 horas e impede a passagem de veículos de carga. Somente carros menores e ônibus têm a circulação liberada. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) os pontos de interdição estão na BR-381, em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Oliveira e Perdões, na BR-262, em Juatuba, na Grande BH, e Realeza, distrito de Manhuaçu, Zona da Mata, na BR- 040, em Nova Lima e Congonhas, Região Central, além da BR-116, também em Manhuaçu. Há interdição ainda na MG-050, entre Itaúna e Divinópolis.

Além de Minas Gerais, seis estados enfrentam protestos, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Paraná, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul e Goiás com bloqueios em rodovias.

Na quarta-feira (23), diversas rodovias foram bloqueadas por caminhoneiros que protestam contra alta de combustíveis, e servidores públicos e empregados terceirizados cruzaram os braços em busca de reajustes salariais. Para piorar a situação, trabalhadores da indústria automotiva foram dispensados ou obrigados a tirar férias e empresas envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras continuam a fechar vagas porque alegam que não recebem recursos para honrar os compromissos.

Em sete estados do país, caminhoneiros cruzaram os braços, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com ações na Justiça Federal com o intuito de suspender os bloqueios nas estradas. A AGU, além de pedir a adoção de medidas necessárias para garantir o direito de ir e vir das pessoas, liberando as pistas para livre circulação, solicitou ainda a fixação de multa de R$ 100 mil para cada hora que os manifestantes se recusarem a liberar o tráfego.

Os trabalhadores reclamam que o preço dos combustíveis aumentou e o dos fretes permanece inalterado. Os motoristas profissionais ainda reivindicam queda no valor dos pedágios, melhores condições nas rodovias do país e tributação diferenciada no transporte de cargas.

 

Fiat libera 6 mil trabalhadores

Com o tráfego de caminhões interrompidos, diversas empresas foram afetadas. Na fábrica da Fiat, em Betim, os trabalhadores do segundo e terceiro turno foram liberados nesta terça-feira – pelo segundo dia consecutivo – devido às perspectivas de falta de peças para a montagem de carros. São cerca de 6 mil funcionários dispensados. Considerando que a planta produz aproximadamente 3 mil carros diariamente, a paralisação dos dois turnos faz com que pelo menos 2 mil veículos deixem de ser produzidos por dia.

Na segunda-feira (23), cerca de 6 mil trabalhadores do segundo e do terceiro turnos já tinham sido liberados. Segundo a Fiat, eles estão sendo dispensados porque o protesto impediu que as autopeças e componentes utilizados na fabricação de veículos chegue no horário programado. A fábrica de Betim está localizada na BR-381 (rodovia Fernão Dias), principal ligação entre São Paulo e Belo Horizonte. A unidade fica em uma região de alta concentração industrial, próxima à refinaria Gabriel Passos da Petrobras.

A Fiat afirma que está monitorando o protesto, “na expectativa de que a situação se normalize”, para decidir quando os trabalhadores devem voltar. A montadora informou que os funcionários do turno da noite (23h-5h) estão “mobilizados” para irem trabalhar nesta terça-feira, caso a situação das rodovias melhorem ao longo do dia. A empresa não descarta ter que dispensar os colaboradores novamente amanhã.

 

Ceasa

No entreposto da Ceasa em Contagem, o fluxo de mercadorias ainda não tinha sido afetado pela paralisação, mas técnicos fazem o levantamento para mensurar a situação. Segundo nota da central de abastecimento divulgada hoje, “uma análise mais precisa dos eventuais impactos da entrada de mercadorias deverá ocorrer após o mercado da manhã desta quarta-feira, quando a movimentação volta a ser mais mais intensa”. No mercado dessa segunda-feira, a entrada de mercadorias se deu normalmente, não comprometendo o abastecimento de produtos. (Com informações Antonio Temóteo, Rodolfo Costa /Correio Braziliense , Pedro Rocha Franco , Luiz Ribeiro)

Redação do Jornal Nova Imprensa Estado de Minas

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Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

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