Os alunos do Instituto Federal de Minas Gerais-IFMG campus Formiga correm o risco de ter a volta às aulas do segundo semestre comprometidas, assim como alunos de 17 instituições do Estado e 66 instituições do país.

Isso se deve à greve da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra). Os servidores técnico-administrativos do município aderiram à paralisação há 28 dias.

Uma das principais reivindicações da categoria é a reposição de perdas salariais ao longo dos anos, o que daria um reajuste emergencial de 14,67% (inflação – IPCA + variação do PIB); além de destinação de 10% do PIB para a Educação Pública; reestruturação da Carreira Docente e do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE); democratização das Instituições Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica.

Apesar das aulas estarem transcorrendo normalmente e das férias estarem previstas para o dia 3 de agosto, conforme o calendário, os alunos ficaram impossibilitados de realizar as matrículas para o próximo semestre devido à greve dos servidores do administrativo. Com o atraso nas matrículas, a volta às aulas poderá atrasar.

De acordo com coordenador do IFMG-Formiga, Robson de Castro Ferreira, a adesão à greve por parte dos professores não está definida. “Entraremos de férias no dia 3 de agosto e voltaremos no dia 17, quando será realizada uma assembleia junto ao corpo docente para decidirmos se eles irão aderir à greve ou não”, informou Robson. 

As demais instituições do Estado já estão de férias e a volta às aulas está prevista para o dia 3 de agosto.  No dia 4, haverá uma reunião entre o Governo e Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), mas de acordo com Cristiana del Papa, integrante do Fasubra  e coordenadora  do Sindicato dos Trabalhadores de Instituições Federais (Sindifes) , somente em setembro será possível retomar as aulas.

A reunião entre representantes do Ministério do Planejamento e servidores técnico-administrativos de instituições federais, cujo movimento dura mais de 50 dias, ocorreu na segunda-feira (20). O governo federal não alterou a proposta de reajuste salarial e passou a oferecer um aumento nos auxílios saúde e alimentação. A coordenadora-geral do Sindifes, Cristina Del Papa, explicou que não houve até a noite de terça-feira (21) uma avaliação nacional dos representantes dos servidores, mas a categoria sinalizou insatisfação. “Pelo que vimos, as negociações não avançaram em nada. A greve será mantida no mínimo até nova reunião com o governo.”

Por nota, o MEC informou que tem acompanhado a greve nas instituições federais, no entanto, não cabe à pasta garantir os serviços administrativos, cuja gestão cabe a cada uma delas, obedecendo ao princípio da autonomia.

Instituições federais que aderiram ao movimento em Minas:

Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)

Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Universidade Federal de Viçosa (UFV)

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

Universidade Federal de Alfenas (Unifal)

Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

Universidade Federal de Itajubá (Unifei)

Universidade Federal de Lavras (Ufla)

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop)

Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (Ifsemg)

Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM)

Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG)

Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG)

Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IF Sul de Minas)

 

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet)

Redação do Jornal Nova Imprensa Estado de Minas

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