Uma nova técnica que utiliza jato d´água em alta velocidade para tratar hérnia de disco começa a ser usada no Brasil. Quando o núcleo do disco intervertebral está inchado e comprime os nervos da coluna, causando inflamação e dor, mas não há rompimento da membrana.
Para descomprimir os nervos, uma agulha de 2 mm de diâmetro perfura a pele do paciente e chega à inflamação. A água entra no disco a 960 km/h e fragmenta seu núcleo. Em seguida, parte do conteúdo é aspirado, o disco murcha e a pressão sobre os nervos é reduzida.
O procedimento foi desenvolvido nos Estados Unidos da América, no Congresso de Cirurgia e Técnicas Minimamente Invasivas da Coluna Vertebral, que aconteceu em São Paulo, na semana passada. Estudos no exterior já mostraram que a técnica apresenta resultados semelhantes aos da cirurgia tradicional (chamado de microdiscectomia), que precisa de um corte de cerca de 3 cm para tratar a hérnia.
No Brasil, pesquisadores do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo realizam uma pesquisa para comparar o procedimento convencional com a técnica à base de água, conhecida como hidrodiscectomia. Será avaliada a recuperação de 40 pacientes, sendo que metade será submetida à operação com água. Resultados preliminares de 16 pacientes mostram que a recuperação do doente (redução de dor e retorno às atividades do dia a dia) são semelhantes.
As cirurgias são indicadas para quem não responde aos tratamentos como fisioterapia, acupuntura e remédios, o que equivale de 5% a 8% dos que têm hérnia de disco.

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