Duas semanas depois da tragédia em Janaúba, no Norte de Minas, um homem de 52 anos, que ainda não teve a identidade divulgada pela Polícia Militar (PM), foi preso nesta quinta-feira (19) ao ameaçar incendiar uma escola em Quem-Quem, distrito que fica a 44 km da cidade onde aconteceu o incêndio criminoso na creche Gente Inocente.

Vizinhos e parentes do suspeito, que acionaram a PM, contaram aos militares que o homem trabalha para uma empreiteira contratada pela prefeitura de Janaúba para realizar um serviço de pavimentação.

Conforme os relatos, o suspeito estava furioso porque não recebeu um pagamento pelo trabalho prestado e, por isso, ameaçava se vingar colocando fogo na instituição de ensino de Quem-Quem.

O homem foi preso na casa onde ele mora no distrito. De acordo com a PM, foram encontradas drogas na residência. A corporação, no entanto, não informou quais eram as substâncias ilícitas e se o suspeito chegou a fazer uso de alguma delas.

No imóvel, os policiais não localizaram elementos inflamáveis que pudessem ser utilizados em um incêndio como aquele causado pelo vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, na creche Gente Inocente.

O sargento José Alves Neto, da PM de Janaúba, informou que o homem de 52 anos estava agitado no momento da prisão. No local, parentes do suspeito confirmaram as ameaças contra a escola. Ele foi encaminhado para a delegacia da região onde vai prestar esclarecimentos sobre o caso.

“A informação que temos é a de que os parentes realmente confirmaram as intenções desse homem de atear fogo em Quem-Quem. Ele estava exaltado dizendo que se não fizerem o pagamento do valor que devem a ele, vai dar um jeito de incendiar uma creche”, ressaltou o sargento.

A tragédia em Janaúba aconteceu na manhã do dia 5 de outubro, uma quinta-feira. Naquele dia, o vigia, também conhecido como Damião do Picolé, entrou na creche com um balde de sorvetes no qual levava gasolina. Ele ateou fogo no próprio corpo e depois agarrou as crianças.

O incêndio matou o próprio autor do crime, nove crianças e a professora Heley Abreu Batista, de 43 anos, que salvou diversos alunos. Além dos 11 mortos, a tragédia deixou 48 pessoas feridas.

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Fonte:

O Tempo