A Polícia Civil de Formiga divulgou, na tarde dessa sexta-feira (2), a prisão de mais um estuprador. As informações foram repassadas pelo delegado regional Irineu Coelho Filho e pela titular da Delegacia de Orientação e Proteção à Família, delegada Luciana Souza.

O crime era cometido por um homem, de 46 anos, que em cinco oportunidades estuprou a filha dele, de 14 anos.

Os fatos só foram revelados após a adolescente se confidenciar com uma amiga de igreja que disse à adolescente que, em sonho, Deus a havia revelado que a garota guardava uma grande amargura. O caso foi levado ao pastor que de imediato acionou a mãe da menina.

Ao saber do fato, a genitora levou a filha até o Pronto Atendimento Municipal (PAM) e, posteriormente, para a delegacia onde a adolescente deu detalhes do crime que em quatro situações ocorreu enquanto a mãe não estava em casa. “Ele se aproveitava que a mãe ia ao culto e pedia que a adolescente fechasse a casa para que os dois conversassem, momento em que ocorriam os estupros. Já o último crime ocorreu em um matagal em um bairro da cidade quando o homem voltava com a adolescente de um passeio,” explicou a delegada Luciana Souza que  disse ainda, que a vítima não havia contado sobre o estupro para a mãe devido ao grande pavor que tem do pai e por medo de que ele fizesse algo contra a família,

Os pais da menor ficaram separados por 10 anos e o contato entre pai e filha só ocorreu nos primeiros anos de vida dela. Ele havia voltado a morar com a família em agosto de 2016 e em fevereiro deste ano começaram os estupros. O último deles ocorreu no dia 20 de maio.

Já no dia 24 de maio, quando o crime foi denunciado, a adolescente foi submetida a exames onde o estupro com conjunção carnal foi confirmado.

A delegada pediu a prisão preventiva do homem pelos estupros ainda no dia 24. Pedido atendido pela Justiça na quarta-feira (31), data em que ele foi preso e encaminhado para a Penitenciária de Formiga.

Em depoimento, o homem negou o crime e afirmou que a adolescente inventou a história por ele ter se negado a deixá-la namorar.

Por se tratar de uma menor de idade,  e por se tratar da filha do autor, ele responderá por estupro qualificado, com pena de 8 a 12 anos de prisão.

Esse foi o terceiro caso de estupro registrado na cidade em 2017, os dois primeiros relacionados a atos libidinosos.

“Nós da delegacia regional temos todo o cuidado no trato desse tipo de denúncia, e para isso, a equipe da doutora Luciana é composta por escrivãs e investigadoras capacitadas para receber as vítimas da melhor maneira” afirmou o delegado regional que falou da importância das denúncias. “Crimes de estupro e qualquer outro não podem ficar impunes. Denunciem! Seja pelo disque 100 ou pelo 181. O anonimato é respeitado e sempre que chegam os casos, a nossa ação é imediata”, completou Irineu Coelho.

PERGUNTA FREQUENTE

“POR QUE NÃO MOSTRAM A CARA E NEM O NOME DOS ENVOLVIDOS?”

As informações sobre a identidade dos envolvidos não são enviadas pela polícia. Além disso, é proibido por lei expor o nome ou foto que identifique os suspeitos antes de serem devidamente julgados e condenados.

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