Um homem, de 44 anos, foi multado pela Polícia Militar de Meio Ambiente, nessa quinta-feira (16), em quase R$ 4 milhões ao provocar incêndio na Serra São José, em São João Del Rei, na região Central de Minas Gerais. As chamas duraram seis dias e provocaram grande dano ambiental, com mais de 900 hectares atingidos.

Testemunhas relataram que o homem, que mora em Belo Horizonte, mas tem um sítio no povoado Planalto de Fátima, zona rural de Coronel Xavier Chaves, ateou fogo na vegetação para limpar o terreno para o pasto. Segundo o sargento de Paula, da Polícia Militar do Meio Ambiente, as pessoas chegaram a alertá-lo do perigo da ação em função do tempo seco, e, ainda assim, ele deu início às chamas.

Logo, ele perdeu o controle sobre o fogo, que destruiu 510 hectares da unidade de conservação e mais 415 hectares do entorno da área. “O dano ambiental é lastimável, irreparável. Foram destruídos campos rupestres, parte de floresta da Mata Atlântica. Além disso, a fauna foi muito afetada. Na região, existem muitos lobo-guará que, com certeza, morreram nas queimadas”, afirma o militar.

Diante do crime, o homem foi multado em R$ 3.830,679,02. Entretanto, ele não foi preso, uma vez que não se encontrava no momento da fiscalização. Ainda assim, pode responder por dois crimes: por incêndio florestal e por danos patromoniais.

Segundo o sargento, o homem ainda pode recorrer da multa. “Caso ele não vença o processo, poderá dividir a multa em até 60 parcelas. Se não conseguir pagar, ele permanecerá em dívida ativa com o Estado, e seus bens serão penhorados”, afirma o policial.

Empenho para combater as chamas

Durante seis dias, vários órgãos estiveram empenhados no combate às chamas, como a própria Polícia Militar de Meio Ambiente, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, que atuaram com aeronaves, helicópteros e viaturas. 

Além de tonar o solo pobre, o incêndio causou danos ambientais considerados irreparáveis, tanto da vida vegetal quanto animal. Além disso, as chamas chegaram a atingir, inclusive, fazendas do entorno, provocando prejuízos aos agricultores locais.

Fonte: O Tempo Online

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