O município de Formiga travou uma guerra com a Vale do Rio Doce, atual detentora da Ferrovia Centro Atlântica, para a retirada da linha férrea do perímetro urbano. Já houve uma reunião com representantes da ferrovia, outra foi desmarcada e até hoje não remarcada e a ?pendenga continua. Enquanto isso, a linha férrea continua a trazer problemas e prejuízos para o município.
O maquinista Sebastião Anselmo disse que havia sido avisado de que o guariteiro do cruzamento próximo à Delegacia Regional, na rua Manoel Justinho Nunes, havia deixado o posto, não se sabe ao certo o motivo, mas por isso estava com a velocidade do auto reduzida.
A senhora andava pela lateral da linha férrea e, mesmo buzinando, ela não teria ouvido que o veículo vinha atrás dela e se assustou quando o auto de linha se aproximou. O veículo esbarrou no braço de Maria Inácia e ela caiu sentada.
Imediatamente, o maquinista disse que parou para prestar socorro. Antes mesmo de a ambulância chegar, a vítima foi conduzida em um carro particular ao Pronto Atendimento Municipal (PAM), onde permanece em observação. Ele comunicou ao coordenador da linha férrea em Arcos, que por sinal estava em Formiga no momento do acidente, e este acompanhou a vítima ao hospital, para tomar as devidas providências por parte da ferrovia. A Polícia Militar foi chamada para lavrar o Boletim de Ocorrência.
Segundo o enfermeiro coordenador do PAM, José Orlando, Maria Inácia sofreu duas escoriações, sendo uma em cada membro superior, e fraturou quatro costelas. Ela foi atendida pelo médico plantonista Pedro Paulo.
Esse fato mostra o perigo e a falta de segurança que a ferrovia representa à população formiguense, pois a linha férrea em Formiga não é cercada como em outros municípios. Além disso, serve como caminho para pedestres, o que aumentam os riscos. Fica a pergunta: será até quando a Vale do Rio Doce continuará trazendo prejuízos e perigo à população?

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