Por Priscila Rocha 

Em duas semanas, Formiga passou de médio para alto risco de surto de dengue. A taxa de incidência da doença no município aumentou em 180,4%. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), atualizados na segunda-feira (8).

O município já registrou 31 casos confirmados de dengue e outros 315 estão em investigação, um aumento de 167 casos da doença. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, apenas na semana passada, 67 novos casos suspeitos de dengue foram notificados na cidade.

A infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, está concentrada em 11 bairros: Bela Vista, Novo Horizonte, Sagrado Coração de Jesus, Alvorada, São Luiz, Nossa Senhora Aparecida, Ouro Branco, Rosa Mística, Ouro Verde, Vila Esperança e São Geraldo.

Segundo a Secretaria de Saúde, desde fevereiro a equipe de controle de endemias tem desenvolvido o trabalho de combate proposto pelo Programa Nacional de Controle da Dengue. Além das ações de rotina, a pasta afirmou que desenvolveu diversas atividades complementares, como mutirões de limpeza, ações educativas em órgãos públicos e privados, cobrimento de caixas d’água e atendimento a denúncias. “Infelizmente, a pouca colaboração da população em evitar focos dentro de suas casas, fez com que as ações não surtissem muito efeito em relação ao controle de infestação do Aedes aegypti na cidade”.

A pasta informou que em uma semana os agentes de endemias realizaram 3.306 visitas a residências no município.

Fumacê

De acordo com a Secretaria de Saúde, a população tem solicitado a aplicação do Fumacê (pulverização de inseticida realizada em veículo utilitário), mas segundo a pasta, a utilização do inseticida só é autorizada pelo Ministério da Saúde para os municípios que apresentam o indicador de 300 notificações de casos suspeitos de dengue para cada 100 mil habitantes. “Este indicador faz parte do Plano de Contingência do município. Formiga ainda não se enquadra neste indicador, mas a Secretaria de Saúde continua intensificando suas ações e aplicando o ‘fumacê costal’ nos casos notificados por suspeita de dengue”.

 Alerta

A administração municipal orienta e solicita que a população promova ações de combate ao Aedes aegypti, uma vez que as doenças transmitidas por ele, embora pareçam pouco agressivas, são enfermidades graves, já que podem evoluir para um quadro hemorrágico. “Lembramos que o período de janeiro até o início de maio de todos os anos é o período em que estamos suscetíveis a enfrentar mais problemas com as doenças transmitidas pelo mosquito. Solicitamos que a população colabore, evitando manter água parada nas residências e que possa descartar materiais em locais adequados. E solicitamos, ainda, que todos que apresentarem sintomas das doenças procurarem as unidades de saúde para serem notificados”.

Região Centro- Oeste

As 54 cidades que integram a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis registraram 964 casos prováveis de dengue em menos de uma semana. Com o aumento de 16,88%, o número de casos registrados no ano na região passou de 5.710, no dia 1º, para 6.674 casos notificados até segunda-feira (8).

Arcos continua como a cidade com mais casos prováveis da doença, com 2.360 casos. No dia 1º, eram 2.239 – ou seja, em uma semana, foram notificados 121 novos casos suspeitos da doença na cidade.

A taxa de incidência na cidade também aumentou de 5624,07 para 5928,01 no número de casos suspeitos da doença – índice considerado muito alto pelo Ministério da Saúde.

Em Minas

No primeiro trimestre do ano, nada menos que 81.456 registros foram contabilizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), crescimento de 813% em relação ao mesmo período de 2018 (8.915).

Neste ano, sete mortes causadas pela doença foram confirmadas no Estado: em Arcos (região Centro-Oeste), Betim (Grande BH), Uberlândia (Triângulo) e Paracatu e Unaí (Noroeste). Outros 29 óbitos estão em investigação.

Devido à explosão de casos de dengue em Minas o governo informou que irá decretar emergência nos próximos dias.

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