A Índia registrou 273.810 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, o 13º recorde diário nos últimos 15 dias, apontam dados divulgados pelo ministério da Saúde do país nesta segunda-feira (19) e do projeto “Our World in Data”, ligado à Universidade de Oxford.

Em meio à forte segunda onda no país, a capital Nova Délhi ficará sob bloqueio total por mais sete dias, anunciou o ministro-chefe da cidade, Arvind Kejriwal. “Se não impormos um confinamento agora teremos um desastre maior. A partir desta noite teremos um confinamento até a próxima segunda”.

Após um lockdown no fim de semana, o comércio seguirá fechado e os deslocamentos serão autorizados apenas para os serviços considerados essenciais. Restrições similares já foram adotadas em outras regiões do país, como o estado de Maharashtra, onde fica a capital financeira Mumbai.

Segundo o ministro-chefe da capital indiana, “o sistema de saúde de Nova Délhi está à beira do colapso” e a situação “é bastante crítica”, com falta de leitos, de oxigênio e de remédios.

“O confinamento não vai acabar com a pandemia, mas vai desacelerar. Vamos aproveitar o confinamento de uma semana para melhorar a situação dos hospitais, que estão sob forte pressão e perto do limite”, afirmou Kejriwal.

O segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes, também registrou mais 1.619 mortes em um dia, o segundo pior número da pandemia (atrás apenas dos 2.003 óbitos registrados em 16 de junho) e chegou a 178.769 vítimas desde o início da pandemia.

A Índia é o quarto país com maior número de mortes, atrás de Estados Unidos(567 mil), Brasil (373 mil) e México (212 mil).

Com o novo recorde de infectados, a Índia passou dos 15 milhões de casos confirmados e está atrás apenas dos EUA (31,6 milhões), que detém a maior marca de casos registrados em 24 horas: mais de 300 mil confirmados em 2 de janeiro.

No final de janeiro e começo de fevereiro, o país estava registrando menos de 10 mil infectados e cerca de 100 mortes por dia.

O governo indiano culpa o desrespeito ao distanciamento social e o não uso de máscaras como causas para o surto. Médicos e especialistas apontam também como motivos a complacência do governo, que se recusa a adotar um lockdown nacional, e novas variantes do coronavírus.

A Índia vive um período de festivais religiosos, com desrespeito às medidas de restrição mesmo com hospitais lotados. Na semana passada, milhões de devotos desceram às margens do rio Ganges, na cidade de Haridwar, para mergulhar na água durante o festival Kumbh Mela.

Fonte: G1

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