Uma nova forma de prevenir o câncer vem dividindo especialistas. Chamada de quimioprevenção e já aplicada por oncologistas dos EUA e da Europa, a técnica consiste no uso de remédios para câncer em pessoas saudáveis, mas com alto risco de desenvolver a doença.
Os remédios hormonais são eficazes na redução da incidência de câncer de mama e mostram resultados satisfatórios. Em média, quem faz uso dos medicamentos tem cinco vezes menos chance de desenvolver a doença. A polêmica, entretanto, acontece devido aos efeitos colaterais. Os remédios aumentam o risco de trombose e câncer de útero.
Um desses produtos é o tamoxifeno, que bloqueia os receptores de estrógeno na mama. Ele já foi aprovado pela FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, mas não pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A indicação desse tipo de tratamento é feita com base em análise de casos. Não há um exame específico, mas o médico avalia os fatores de risco da doença e expõe a situação para a mulher. Entre os principais pontos observados estão o aumento da idade, gravidez e menopausa tardias, menarca antes dos 12 anos, histórico familiar (mãe, filha ou irmã com a doença), etnia (mulheres brancas tem mais propensão ao câncer) e alterações no tecido mamário.
Fazer atividade física, amamentar antes dos 30 anos, não fumar ou beber mais do que duas doses de álcool por semana, alimentação saudável e consultas médicas regulares são boas formas de prevenir a doença.

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