Com um faturamento menor na comparação com 2013, demissões ou suspensão temporária do contrato de trabalho (lay-off), em especial pelas montadoras, 2014 não é um ano para ser recordado com orgulho pela indústria, tanto a brasileira, quanto a mineira.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), houve queda de 2,1% no faturamento do setor no acumulado do ano até setembro frente igual período de 2013. Em Minas, o faturamento real teve recuo ainda maior (-7,62%), segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
José Roberto Mendonça de Barros, ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda e sócio da MB Associados, afirma que nunca na história se fez tanta política para a indústria e, ao mesmo tempo, nunca a crise do setor foi tão grande. ?Temos uma dosagem e uma variedade de políticas sem precedentes, com crédito subsidiado em doses maciças. No entanto, a indústria nunca esteve numa crise tão grande, o que mostra que algo está errado?, diz.
Empregos. E com receita menor, manter os postos de trabalho se torna uma tarefa difícil para muitas indústrias. Os números mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em outubro deste ano, o setor cortou 123 mil vagas, o que representa um recuo de 3,4% frente ao mesmo mês do ano passado. Na comparação de outubro frente setembro do mesmo ano, um pouco de alívio, já que a indústria contratou 26 mil empregados, alta de 0,7%.

Unidades fecham
Além de demissões, há indústrias que vão encerrar a atividade de unidades. É o caso da multinacional Novelis, que em outubro anunciou que vai fechar sua fábrica de alumínio primário no Brasil, em Ouro Preto, região Central do Estado. A planta, que começou as atividades em 1934, será fechada até o final do ano. A fábrica emprega em torno de 350 trabalhadores e tem capacidade para produzir 18 mil toneladas métricas de alumínio primário por ano.

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