A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou para 0,20% em março, ante a taxa de 0,55% registrada em fevereiro. De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a variação de março é a menor desde setembro de 2007, quando o IPCA ficou em 0,18%.
Ainda segundo o IBGE, a desaceleração da inflação em março foi puxada pelo grupo educação, cujos preços tiveram queda de 0,37%, ante a alta de 4,77% do mês anterior devido aos reajustes nos preços de mensalidades e material escolares.
Também tiveram queda em março os preços do grupo transportes, como as tarifas de ônibus urbanos (de 1,03% para 0,11%), de ônibus intermunicipais (de 1,61% para 0,21%) e álcool combustível (de 1,23% para ?1,23%).
No grupo saúde e cuidados pessoais caíram os preços dos serviços médicos e dentários (de 1,46% para 0,38%) e dos serviços de hospitais e laboratórios (de 0,84% para 0,30%).
Os preços dos alimentos e bebidas tiveram uma leve alta, de 0,27% para 0,30%, na passagem de fevereiro para março. Já os artigos de vestuário subiram 0,70%, depois de uma queda de 0,24% em fevereiro.
No primeiro trimestre do ano, o IPCA acumula alta de 1,23%, ficando abaixo da taxa de 1,52% relativa ao mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a alta do índice é de 5,61%. A meta de inflação para o ano, estabelecida pelo Banco Central, é de 4,5%, com margem de erro de dois pontos percentuais para cima e dois para baixo.
Para o cálculo do IPCA, o IBGE coleta preços de produtos consumidos por famílias com rendimento mensal de 1 a 40 salários mínimos e residentes nas regiões de Curitiba, Recife, São Paulo, Brasília, Belém, Porto Alegre, Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador.

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