Um cateter desenvolvido por um pesquisador da Universidade de Brasília pode tornar mais seguros os procedimentos cirúrgicos feitos para minimizar ou cessar arritmias cardíacas, a ablação por radiofrequência. O equipamento foi desenvolvido por Rui Alves de Sousa durante mestrado em Engenharia Elétrica, com intenção de reduzir risco de uma complicação chamada fístula átrioesofágica, que pode ocorrer durante esse tipo de procedimento, segundo o pesquisador.
A fístula ocorre quando, durante a ablação (cauterização), a temperatura utilizada para destruir a área do coração onde ocorre a arritmia fica alta demais e acaba eliminando mais tecido que o necessário, abrindo uma comunicação entre o átrio esquerdo e o esôfago. Assim, o sangue bombeado no coração acaba indo parar no estômago do paciente. O problema pode levar à morte súbita no pós-operatório.
O equipamento desenvolvido por Sousa foi criado para ser posicionado no esôfago, enquanto os atuais são inseridos por uma veia da perna do paciente até chegar ao coração. Além disso, o cateter esofágico, como é chamado, mede a temperatura da região durante procedimento de ablação cardíaca por radiofreqüência. A novidade deverá ser produzida em escala industrial.

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