O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) realiza entre os dias 23 e 27 de julho, uma campanha para detecção do vírus da Hepatite C. A ação ocorre no Centro de Especialidades Médicas, no Santa Efigênia, na Região Leste de Belo Horizonte, de 8h as 18h. A Hepatite C é uma doença virótica, de evolução lenta e silenciosa que, se não for diagnosticada precocemente e tratada, pode causar complicações das funções hepáticas, cirrose e câncer de fígado.
Durante a campanha, os beneficiários do Ipsemg vão fazer o teste para verificar a presença de anticorpos do HVC. O exame é feito com uma gota de sangue. Se o resultado for positivo, o beneficiário será encaminhado diretamente para o médico especialista (sem a necessidade de realizar previa marcação de consultas), que pedirá os exames complementares de diagnóstico necessários e iniciará o tratamento. O resultado do teste será liberado em cinco minutos e os beneficiários têm a garantia do sigilo.
A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo deve estar infectada com o vírus (VHC), que foi identificado em 1989. No Brasil, a estimativa é de que haja aproximadamente três milhões de portadores do vírus da Hepatite C, que é transmitido, na maioria dos casos, pelo contato com sangue contaminado, por meio de materiais perfuro cortantes como agulhas, alicates de unha, piercings, entre outros. A doença também pode ser transmitida por via sexual e de mãe para filho. Para fazer o teste de detecção da Hepatite C, é necessário apresentar o Cartão de Beneficiário do Ipsemg.
Na maioria dos casos, os portadores do vírus da Hepatite C desenvolvem a forma crônica da doença, o que significa que os sintomas (mal-estar, pele amarelada, dores musculares, náuseas e vômitos) podem se manifestar até 20 ou 30 anos depois do contato com o vírus, fase em que a funções hepáticas geralmente já estão comprometidas. Ainda não existe vacina contra a doença, mas há tratamento a partir do diagnóstico precoce.
Segundo a coordenadora da campanha, a enfermeira Solange Lage Bretas, o público-alvo são os profissionais de saúde; pessoas na faixa etária entre 30 e 69 anos; as que se submeteram à transfusão de sangue, cirurgias ou hemodiálise antes de 1993, compartilharam seringas e agulhas, têm piercings, tatuagens, são manicures ou podólogos.
Para evitar a contaminação e transmissão do vírus da Hepatite C, recomenda-se de modo geral que as pessoas, independente da faixa etária: não compartilhem escovas de dente; lâminas de barbear; alicate de unha; tenha o próprio kit de manicure; cubra qualquer sangramento; verifique se agulha ou qualquer outro objeto que entre em contato com sangue é descartável ou está devidamente esterilizado; só faça sexo seguro e tome vacinas contra as hepatites A e B.

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