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A Irmandade das Flores, coletivo feminino que atua na luta contra a violência à mulher, dará início a um novo projeto em Formiga: o Grupo de Estudos Feministas.

O primeiro encontro do grupo de estudo será realizado neste sábado (15), no Unifor-MG, às 9h, e terá como temática o Feminismo Negro. Sob a coordenação da flor Carolina Lopes, o estudo será pautado nas obras “Quem tem medo do feminismo negro?” e “O que é lugar de fala?” da filósofa, feminista e negra Djamila Ribeiro, umas das vozes mais imponentes do feminismo negro.

Fotos: Divulgação

“O debate sobre o feminismo negro não é apenas sobre identidade, mas um convite a rever e a repensar como algumas identidades são desvalorizas. Este recorte dentro do movimento feminista é imprescindível considerando as vivências singulares das mulheres negras”, informa o coletivo.

De acordo com a coordenação da Irmandade das Flores os livros foram minuciosamente escolhidos pelo grupo, por trazerem não só textos formativos mas vivências da escritora como mulher negra. “Vivências essas que precisam ter seu espaço para serem reconhecidas, tais como a sexualização dos corpos negros, a marginalização da mulher negra, os estereótipos de mulher negra raivosa e “barraqueira”, a solidão da mulher negra e outros assuntos que nesse encontro poderemos conhecer e entender a importância do enegrecimento do feminismo brasileiro”, frisou Carolina.

Djamila pontua no seu livro “Quem tem medo do feminismo negro?” que: “Enquanto nós, mulheres negras, seguirmos sendo alvo de constantes ataques, a humanidade toda corre perigo” (2018, p.27) ou seja uma sociedade que foi construída sobre o ventre de mulheres negras precisa urgente dar voz e espaços a essas, e esse é um do objetivos do grupo de estudos que ocorrerá no sábado, sendo aberto ao público principalmente mulheres negras para que possamos compartilhar das nossas vivências, ressaltando que cada vivência é singular e não pode e nem deve ser comparada a outra, estando o público presente nessa discussão com a mente e coração aberto.

O Grupo de Estudos Feministas é aberto a toda a população e será gratuito. Acompanhe o coletivo pelo instagram.

Carolina Lopes

Foto: Irmandade das Flores/Divulgação

Caroline Lopes tem 25 anos é feminista negra, formada em pedagogia e pós graduada em história e cultura afro brasileira e psicopedagogia clínica e escolar, professora de educação infantil e ensino fundamental.

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