Determinação, criatividade e um grande sonho perto de se realizar no Panamá, sob as bênçãos do papa Francisco. Nos últimos três anos, o jovem Rodrigo Martins, de 18 anos, fez o que pôde para estar presente na 32ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ 2019), o grande evento católico programado para o país da América Central, de 22 a 28 de janeiro, e presidido pelo sumo pontífice.

 Conciliando o término do ensino médio com os preparativos, ele encontrou tempo para vender tortas e salgados na porta de igrejas, oferecer rifas e produtos em leilão, e, com ajuda da avó, montar bazar e feira de artesanato para custear a viagem. “Será uma grande emoção. Não pude ir a JMJ 2013, no Rio de Janeiro (RJ) por causa da idade, depois, por falta de recursos, à Polônia, três anos depois. Mas, em 2016, falei que iria ao Panamá”, afirma o morador de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Rodrigo vai embarcar no sábado, em voo direto do Aeroporto Internacional de Confins à Cidade do Panamá. O semblante está tranquilo para a primeira viagem ao exterior. “Contei com a ajuda dos familiares e amigos. Os doces que vendi, no fim das missas, no Santuário Santa Luzia e na Capela São Geraldo, bairro luziense onde moro, tiveram boa aceitação. Se sobravam, levava no dia seguinte para a escola e vendia para os colegas. Tudo isso foi fundamental. A Jornada Mundial da Juventude começou bem antes, pois todo esse preparo significa uma jornada também”, afirmou. Satisfeito, afirma que o papa traz a palavra de esperança e mudança.

Rodrigo mostrou que está confiante. “Mais do que viajar, quero trazer a mensagem do papa Francisco. Os jovens hoje estão perdendo a fé na Igreja e em Jesus Cristo. Então, um dos meus objetivos é exatamente ajudar a restaurar a fé”, disse. Um dos momentos importantes – e divertidos – será a tradicional troca de lembranças entre os milhares de participantes do mundo inteiro. Das mãos habilidosas da avó Efigênia Martins, sempre ao lado em todos os momentos, e da amiga Alexandra Eiras, e a filha dela, Izabela, saíram peças artesanais de crochê, na cor verde-amarela e formato de coração, já bem-acondicionadas na bagagem.

“Vou levar a bandeira do Brasil, chaveiros e outros objetos, além de uma pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida, nossa padroeira”, mostra Rodrigo, ao lado de uma peça maior do oratório doméstico. “Sou também devoto de Santa Luzia.” Ele faz questão de dizer que, tão logo começou a alimentar o desejo de ir à JMJ 2019, conversou do então titular da Paróquia Santa Luzia, Danil Marcelo dos Santos, que deu o maior apoio. Desde setembro, conta com o estímulo do atual pároco, padre Felipe Queirós.

Grupo criativo

 De acordo com a Arquidiocese de Belo Horizonte, que compreende 28 municípios, seguirão dezenas de pessoas para a JMJ 2019 no Panamá, já tendo sido celebrada a Missa de Envio em várias paróquias. De Raposos, seguirão seis jovens, dois deles escolhidos em votação pela comunidade católica. Para se garantir, os jovens fizeram rifa de um celular e participaram de outras atividades de olho num dinheiro extra.

 

 

Fonte: Estado de Minas||

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