As taxas de juros das operações de crédito para pessoas físicas e jurídicas subiram em outubro pelo 13º mês consecutivo e renovaram os maiores patamares desde 2009, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). O juro médio subiu 0,07 ponto porcentual em outubro ante setembro, para 7,30% ao mês (132,91% ao ano), o maior nível desde abril de 2009. No cartão de crédito, a taxa subiu 0,14 pp, para 13,73% ao mês (368,27% ao ano) em outubro, o maior nível desde março de 1996. Em Minas Gerais, a taxa relativa ao comércio, de 5,46% ao mês, foi a mais alta registrada pela entidade.

No caso das pessoas físicas, novamente houve aumento nos juros em todas as seis linhas pesquisadas (juros do comércio; cartão de crédito rotativo; cheque especial; CDC-bancos-financiamento de veículos; empréstimo pessoal-bancos; e empréstimo pessoal-financeiras).

Em relação aos juros do comércio (crediário), houve alta em todos os 12 tipos de lojas pesquisadas, com a média geral subindo 0,03 pp, para 5,35% ao mês (86,90% ao ano). A taxa mais alta foi registrada em Minas Gerais, com 5,46% ao mês (89,26% ao ano).

Nos financiamentos de veículos, o prazo médio se manteve em 36 meses. Entre as pessoas jurídicas, houve alta nas três linhas (capital de giro; desconto de duplicatas; e conta garantida).

O juro médio avançou 0,04 pp no mês passado ante o anterior, para 4,16% ao mês (63,08% ao ano), o patamar mais alto desde abril de 2009.

Vai continuar. Segundo a associação, as altas podem ser atribuídas a alguns fatores, como o cenário macroeconômico do país, que aumenta o risco de elevação da inadimplência, e o avanço das taxas de juros futuros por conta da turbulência política e econômica. “A tendência é que as taxas de juros das operações de crédito voltem a ser elevadas nos próximos meses”, diz a entidade.

 BB tem lucro trimestral de R$ 2,8 bi

O Banco do Brasil encerrou nesta quinta a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto do país no terceiro trimestre ao anunciar lucro líquido ajustado de R$ 2,881 bilhões, com leve recuo de 0,1% em um ano, de R$ 2,885 bilhões.

Na comparação com o trimestre anterior, de R$ 3,040 bilhões, a redução foi maior, de 5,2%. O lucro líquido, considerando eventos extraordinários, totalizou R$ 3,062 bilhões de julho a setembro, com aumento de 10,1% ante o mesmo intervalo do ano passado, de R$ 2,780 bilhões. Ante os três meses anteriores, de R$ 3,008 bilhões, subiu 1,8%.

O Tempo

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