A Justiça determinou que os seis vereadores e os oito assessores de Nova Serrana sejam afastados cautelarmente dos cargos. Eles foram alvos de uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), juntamente com as Polícias Civil e Militar nesta terça-feira (7).

A decisão foi divulgada pelo MPMG no início da tarde e afirma que os investigados não podem manter contato entre si até o final das investigações. As ações realizadas na manhã desta terça-feira fazem parte de uma operação que apura denúncias de assessores fantasmas no Legislativo.

Segundo o MPMG, a operação desencadeada nesta terça-feira visa combater o crime de peculato na Câmara Municipal de Nova Serrana. São investigados o presidente da Câmara, Osmar Santos (Pros), o vice-presidente do Legislativo, Valdir Rodrigues de Souza (PC do B), e os vereadores Juliano Marques de Lacerda (PSD), Gilmar da Silva Martins (PV), Valdir Rodrigues Pereira (PC do B) e Adair Lopes de Souza (Avante). Os nomes dos assessores não foram divulgados.

Operação

De acordo com informações do MPMG, foram cumpridos 13 mandados; sete deles dentro da Câmara, nos gabinetes e no departamento pessoal do Legislativo. Os outros foram cumpridos nas casas dos vereadores investigados.

Ao portal de notícias G1, o promotor a frente do caso, Ângelo Ansanelli Júnior, disse que foram apreendidos dentro dos gabinetes computadores, celulares e diversos documentos ligados ao esquema investigado.

Outros documentos ligados ao esquema e notebooks também foram apreendidos na residência de dois vereadores. Na casa de um deles, a polícia apreendeu uma arma de fogo sem os devidos registros.

“Vamos avaliar os documentos que foram encontrados, solicitar perícia nos computadores e celulares, fazer a oitiva com os envolvidos e posteriormente oferecer à Justiça denúncia por peculato e desvio”, explicou Ansanelli.

De acordo com o MPMG, as investigações começaram em abril de 2018. Na ocasião, a Polícia Civil esteve na Câmara buscando por provas, mas nenhum material ou vereador foi apreendido.

“A investigação partiu de uma denúncia anônima na ouvidoria do Ministério Público. Foi pedido o apoio do Gaeco e desde então estamos investigando esses fatos”, disse o promotor.

Possível novo esquema

Ainda segundo o promotor, durante a operação foi revelado que os vereadores investigados possivelmente atuam em um esquema envolvendo cirurgias na cidade. O caso será investigado.

“Não sabemos ainda como funcionava. Mas é um esquema de agendamentos para realização de cirurgias e tratamentos de saúde. O que não é de competência da Câmara, então, vamos apurar”, informou Ansanelli.

 

 

 

Fonte: G1||

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