Uma passageira que seguiu de Belo Horizonte para Uberlândia, em um voo pela empresa Gol Linhas Aéreas, em maio de 2018, deve ser indenizada em R$ 5 mil por danos morais devido ao atraso. O trajeto que demoraria cerca de três horas, devido a escala em outra cidade, foi cumprido em mais de 12. Ainda cabe recurso.

A engenheira disse, no processo, que no dia do embarque o voo atrasou 13 minutos para sair do aeroporto de Confins, na Grande BH. Já no aeroporto de Congonhas, ela teve apenas 10 minutos para fazer o trajeto até o saguão de onde o outro voo sairia.

“Ao chegar perto do portão de embarque, uma atendente da companhia informou que o voo para Uberlândia já havia sido encerrado e todos os passageiros vindos de Belo Horizonte haviam perdido a conexão”, contou.

O outro voo estava previsto para 21h25, mas, segundo a passageira, ao chegar no guichê de atendimento, foi informada de que o avião havia decolado às 21h17. A outra opção era embarcar no dia seguinte.

Ela disse que avisou aos representantes da Gol que precisava estar no trabalho na manhã do dia seguinte, pois sua ausência poderia prejudicar a obra pela qual era responsável em Uberlândia. No entanto, quando conseguiu chegar ao destino, ela já havia perdido o ônibus disponibilizado pela empresa para o local onde estava sendo realizada a obra.

A passageira precisou assumir os custos do transporte para percorrer mais 26 quilômetros. Segundo ela, “foram vários prejuízos financeiros e emocionais”.

A Gol argumentou no processo que a cliente ficou acomodada em um hotel, com custos de alimentação cobertos, e foi realocada no voo mais próximo disponível da empresa. Disse, em sua defesa na Justiça, que trabalhou de forma intensa para amenizar qualquer transtorno aos passageiros.

O juiz João de Oliveira avaliou que, em razão do atraso do voo e da perda da conexão, a cliente teve prejuízo em seu planejamento no trabalho. Para ele, a empresa causou “transtorno físico e psicológico, principalmente diante da sensação de impotência experimentada pela cliente”.

A empresa Gol Linhas Aéreas informou ao G1 que não comenta decisões judiciais.

Matéria do G1

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