Da Redação

Preocupado com os constantes atrasos verificados no andamento das obras de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), o prefeito Eduardo Brás acompanhado por membros da administração, reuniu-se na terça-feira (1º) com diretores da empresa Lamar Engenharia para tratar do assunto.

A empresa que esteve representada por três de seus sócios diretores, Marco Antônio Manata Soares, Marco Aurélio Soares, Walfrido Alves Junior, depois de ouvir os comentários e reivindicações do prefeito, por intermédio do diretor e sócio proprietário Marco Antônio, que explicou as razões que geraram os atrasos, como o não cumprimento por parte da gestão anterior do compromisso de creditar junto ao órgão repassador, a parcela referente à chamada contrapartida. Lembrou aos presentes que a Lamar, com mais de 40 anos de tradição, jamais sofreu qualquer penalidade por atraso ou descumprimento de contratos nas muitas centenas de obras públicas ou não, todas executadas país afora e frisou que, no caso da obra em Formiga, sua empresa teve inclusive de reivindicar seus direitos junto ao Poder Judiciário, uma vez que a vencedora do processo de licitação, segundo ele, teria se valido de atestados falsos para figurar como vencedora do processo.

Marco Antônio lembrou ainda, que os preços constantes da planilha atual foram baseados na tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI) de 2011, o que ainda sequer foi reajustado de acordo com o contrato. “Só a Lamar para bancar isto até agora. Vamos até o fim, mas, é preciso que os senhores saibam que se houve descumprimento que gerou o atraso, a culpa principal é do município”.

Ficou acordado entre as partes, em razão da grave crise financeira pela qual passa o município, que tais ajustes só se darão no próximo ano e após vários outros comentários, de ambas as partes, quando se apontou outros possíveis erros ou omissões, uma vez esclarecidas as dúvidas, o bom senso e a defesa dos interesses do município prevaleceram e chegou-se a um consenso que permitirá que o novo cronograma, já apresentado à Caixa Econômica Federal, venha a ser fielmente cumprido para que a conclusão da obra ocorra até abril do próximo ano.

Segundo o engenheiro Luiz Augusto Paradinha Rego, responsável pela obra, com o atual efetivo de pessoal disponível no canteiro de obras, se não faltarem recursos financeiros, o cronograma será cumprido, pois, dos 48% não concluídos, cerca de 32% se referem à aquisição de equipamentos (bombas e outros), a serem encomendados de terceiros.

Paradinha comentou também, que a construção da rede de energia que atenderá a demanda das novas instalações, dependerá da Cemig já que, o cabeamento mais próximo precisa ser modificado para 440.

Ele lembrou ainda, que a não conclusão da rede de interceptores (obra abandonada pela Soenge) também precisa ser reativada, sem o que a ETE ainda que finalizada não poderá entrar em funcionamento.

Ao final, lavrou-se ata assinada por todos os presentes, na qual estão listadas as obrigações a serem cumpridas pelas partes.

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