No início um excesso de preocupação. A maioria dos motoristas se preocupava em não dirigir depois que ingeria bebida alcoólica. Um ano depois como será que está a situação?
Pelos números apresentados pelas policias Rodoviária Estadual e Federal as autuações continuam. Já o cuidado dos condutores nem tanto. Bebida e direção não combinam. E desde que a lei seca passou a vigorar essa combinação ficou ainda mais perigosa. Entrou na mira da lei e fez alguns motoristas mudarem de atitude.
E foi também há um ano que o comerciante Aristides Ribeiro criou um serviço para transportar os clientes até em casa. Funcionou por três meses. Para não perder a clientela e não infringir a lei surgiram novas alternativas. Ele fez convênio com empresas de táxi e conseguiu desconto para os clientes.
Mas foi nas estatísticas da polícia que a lei mostrou mais resultados. O número de autuações nas estradas estaduais da região aumentou. Em 2008 foram 22 notificações. Dez pessoas presas e encaminhadas a delegacia. Só nos cinco primeiros meses deste ano, 26 notificações e 13 prisões. O crescimento se deve ao uso do bafômetro, disponível desde novembro passado.
Já nas rodovias federais as ocorrências registraram um índice bem maior. Entre junho de 2007 a maio de 2008 a Polícia Rodoviária Federal notificou quatro motoristas embriagados. Outros quatro foram detidos.
No mesmo período, entre 2008 e 2009, o número de notificações subiu para 38. Vinte e quatro motoristas foram presos por apresentarem resultados de ingestão alcoólica de 0,30mg, ou seja, três vezes mais do que o permito por lei. Já a estatística de acidentes reduziu. De 471, de junho de 2007 a maio de 2008, para 444, de junho de 2008 a maio de 2009.
Não é preciso o motorista apresentar sinais de embriaguez para que seja feito o teste. Nilo Soares, taxista há uma década, conta que a procura pelo serviço aumentou 15% quando a lei foi criada. O índice continua alto, mas somente em dias de festas e shows.
Para algumas pessoas o tempo fez as fiscalizações ficarem menos intensificadas e vários motoristas despreocupados. A Polícia Militar não divulgou as estatísticas na cidade. Mas de acordo com o chefe de pelotão de transito, Tenente William de Freitas, o trabalho não diminuiu.

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