Uma pesquisa inédita apresentada no início de outubro durante um congresso de neurociência que aconteceu em Chicago (EUA) mostrou que o uso de um antidepressivo comum, associado a programa intensivo de treinamento em esteira, pode contribuir para que paciente que sofrem com lesões parciais da medula espinhal possam andar mais rapidamente e com mais desenvoltura.
Os antidepressivos costumam ser usados para tratar a dor crônica dos lesionados. Está é a primeira vez que um estudo com humanos mostra benefícios na recuperação motora. Segundo os autores do estudo, o uso de um antidepressivo inibidor da recaptação de serotonina (um neurotransmissor envolvido na comunicação entre os neurônios) ajudou a fortalecer as conexões nervosas remanescentes da coluna, dando aos pacientes mais capacidade de controlar os músculos das pernas.
Foram testados os efeitos do antidepressivo em 50 pessoas que tinham capacidade parcial para mover-se, um ano após terem sofrido uma lesão da medula espinhal. Durante oito semanas, os pacientes participaram de um treinamento em uma esteira motorizada, assistido por um robô ou por um fisioterapeuta.
De acordo com os pesquisadores, cinco horas antes do treino, metade do grupo recebeu 10 mg de antidepressivo e a outra metade, placebo. Ambos os grupos melhoraram, mas aqueles que tomaram o remédio foram capazes de andar muito mais rápido.

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