O primeiro Boletim Epidemiológico de sarampo em 2020 manteve os quatro casos da doença registrados no ano passado em Divinópolis, Nova Serrana e Itaúna. O levantamento foi divulgado nesta terça terça-feira (13) pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Um novo caso da doença foi confirmada em Nova Serrana no último boletim divulgado em dezembro. O primeiro caso da doença na cidade foi confirmado no dia 23 de outubro. Na ocasião, a Secretaria de Saúde da cidade informou, através de nota, que o registro foi em um menino de 1 ano.

Em dezembro, a secretária de Saúde, Gláucia Sbampato, disse ao G1 que o caso começou a ser investigado em novembro. Segundo a pasta, quando o caso ainda era considerado suspeito, foi realizado o bloqueio vacinal na cidade e todas as outras medidas necessárias para impedir o crescimento de outros no município.

No estado, 136 casos de sarampo foram confirmados em 2019. Quatro destes ocorreram no primeiro trimestre e a cadeia de transmissão foi contida. A partir de junho do mesmo ano, o número de casos suspeitos aumentou, totalizando 2.055 notificações provenientes de 337 municípios. Destes, 1.514 (73,7%) foram descartados, 409 (19,9%) estão em investigação e 132 (6,4%) casos foram confirmados, sendo detectados novos casos e cadeias de transmissão da doença.

Divinópolis
O caso de Divinópolis foi constatado no último mês e, conforme a Prefeitura, o paciente é um homem de 55 anos, que foi notificado na cidade de São Paulo. Segundo o Executivo, todos os procedimentos foram feitos na capital paulista, no Hospital das Clínicas, no dia 11 de setembro.

A Administração também explicou que o homem é viajante e que ficava em um hotel de São Paulo de terça a sexta-feira, e deu o endereço de Divinópolis por ter uma casa na cidade.

Itaúna
Já Itaúna foi a primeira cidade da região a confirmar um caso da doença em 2019. A informação foi divulgada pela SES-MG em 19 de setembro. O caso foi confirmado através de técnica laboratorial de sorologia. O boletim afirma que o caso foi importado de São Paulo.

No dia 30 de agosto, a Prefeitura de Itaúna informou que a paciente era uma jovem de 20 anos que deu entrada no pronto-socorro do Hospital Manoel Gonçalves no dia 8 de agosto. “Devido aos sinais e sintomas compatíveis com a doença, foi coletado material e enviado para exame na Fundação Ezequiel Dias (Funed), o qual teve resultado positivo”, informou na época.

Ainda conforme a SES-MG, a paciente recebeu a vacina para impedir a evolução da doença. O Executivo disse que a jovem estava bem e em casa.

Quem deve vacinar contra o sarampo?

1- Quem ainda não tomou as duas doses da vacina na infância e na adolescência
2- Quem não tem certeza se já tomou as duas doses deve tomar uma dose extra

Vacina em duas doses

Para ter proteção contra o sarampo, é necessário ter tomado duas doses da vacina a partir do primeiro ano de vida, alerta a infectologista Suzi Berbert.

A prática mais comum hoje é vacinar as crianças pela primeira vez aos 12 meses e voltar para a segunda dose já aos 15 meses. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente durante todo o ano pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Doença altamente contagiosa

O sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte;
Os principais sintomas são febre, manchas avermelhadas na pele do rosto e tosse persistente;

A prevenção da doença é feita por meio da vacinação, e os especialistas reforçam que não há relação entre a vacina e o autismo.

Entenda o sarampo

Segundo a SES-MG, o sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. Começa inicialmente com febre, exantema (manchas avermelhadas que se distribuem de forma homogênea pelo corpo, com direção cabeça-membros), sintomas respiratórios e oculares.

No quadro clínico clássico, as manifestações (além da presença de febre e exantema maculopapular) incluem tosse, rinorreia (rinite aguda), conjuntivite (olhos avermelhados), fotofobia (aversão à luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados presentes na mucosa oral).

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Na presença de pessoas não imunizadas ou que nunca apresentaram sarampo, a doença pode manter-se em níveis endêmicos, produzindo epidemias recorrentes.


 

Fonte: Matéria do G1||https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2020/01/14/levantamento-aponta-quatro-casos-de-sarampo-no-centro-oeste-de-mg-em-2019.ghtml
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