O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou ao blog da Andréia Sadi do G1  nesta sexta-feira (5) que o texto da proposta de reforma da Previdência pode sofrer alterações no plenário principal da Casa para contemplar, por exemplo, setores da polícia que ficaram de fora do parecer final da comissão especial.

No entanto, o deputado do PSL faz uma ressalva: “Só vamos fazer se não for atrapalhar acordos com outros partidos”.

“Não vou fazer aventuras, como não fizemos na comissão especial. Quando defendemos as categorias de segurança pública é porque realmente achamos justo. Mas, infelizmente, não podemos atender se isso for comprometer a votação. Não podemos colocar em risco a Previdência por causa de um segmento, seja ele qual for”, argumentou Major Vitor Hugo.

O líder do governo disse que terá uma série de conversas para contar os votos em plenário. E também que a mudança de eixo da articulação política, que saiu das mãos do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) para o titular da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos.

General de Exército e amigo do presidente da República, Ramos tomou posse no primeiro escalão nesta quinta (4). Ele vai ajudar nas negociações para aprovar a reforma previdenciária no Congresso Nacional.

Questionado sobre se o governo já tem votos suficientes para aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) no plenário principal da Câmara, Major Vitor Hugo disse que ouviu uma estimativa do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o Planalto tem cerca de 340 votos. Para aprovar a PEC, são necessários os votos de 308 deputados.

Na avaliação do líder do governo, as negociações na comissão especial foram um “laboratório” para o plenário.

“Daqui até terça-feira, tem muita coisa para acontecer. Estamos discutindo o que pode ter de mudança, até porque o custo para o deputado da área que votou contra o pleito da segurança pública é muito alto. Mas só faremos se for uma jogada combinada, para não prejudicar acordos”, enfatizou.

 

 

Fonte: G1||

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