Desde o dia 1º de abril, havia recaído sobre o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) a responsabilidade do abastecimento de água no balneário de Furnas, conforme Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a autarquia, a Prefeitura e o Ministério Público. Entretanto, a Associação de Moradores e Amigos de Furnastur impetrou mandado de segurança contra tal medida, uma vez que a Amafurnas mantinha o serviço de água para os associados e fez investimentos da ordem de R$800 mil a R$1 milhão.
O juiz Marcos Alberto Ferreira determinou que seja suspenso o ato possessório das instalações de rede de água e esgoto mantidas pela Amafurnas praticado pelo diretor do Saae, Paulo César Quintiliano, bem como o afastamento imediato da referida propriedade, que deverá ser integralmente liberada à associação. A Amafurnas fica autorizada a retirar os adesivos anexados pelo Saae nas referidas instalações e poderá colocar novos cadeados e fechaduras no local.
O diretor do Saae foi notificado da decisão e tem prazo de 10 dias para recorrer. Um advogado já está estudando o caso. Em entrevista ao jornal Nova Imprensa, Paulo Quintiliano disse que, por enquanto, não poderão intervir no local, até que se resolva a situação. Ele deixou claro que, embora as caixas de água e poços artesianos estejam em domínio público, os funcionários do Saae não fizeram alterações no sistema de abastecimento de água do povoado de Furnastur, apenas trocaram alguns cadeados e fechaduras. Ele iria repassar as chaves à Amafurnas ainda esta semana. Paulo Quintiliano enfatizou que só assumiram o serviço por ordem do promotor Marco Aurélio. Procurado para falar sobre o assunto, o promotor não foi encontrado devido ao recesso no Ministério Público.

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