Obviamente, o assunto não poderia ser outro senão a covid-19, a doença do século XXI. O desastre que ninguém vê, nem desenhando… A China decretou “Lockdown” em 23 de janeiro, dia em que morreram 8 pessoas, arrisco a dizer que o isolamento era maior que 90%. E mesmo com uma quarentena rigorosíssima, as mortes continuaram a subir por mais dos alegados 14 dias, subiu por 21 dias, chegando a registrar 146 mortos no dia 12 de fevereiro e permaneceu nesse patamar até dia 23, um mês depois do “Lockdown”. Foram necessárias ainda, 7 semanas para praticamente zerar as mortes.

Na Itália, as mortes começaram no dia 21 de fevereiro e só em 9 de março, a Itália decretava o “Lockdown”, restringindo o movimento da população, exceto pelas necessidades, trabalho e condições de saúde. No dia anterior, haviam registrado 133 mortes, número que subiu a 919, no dia 27 de março. Nos últimos dias, até dia 29 de abril, são mais de 300 mortes por dia.

Em 14 de março, a Espanha decretava “Lockdown”, dia que teve confirmadas 63 mortes. Em 2 de abril, registrou-se 961 mortes e até 29 de abril mantém-se acima de 300 mortes. Muitos criticaram o carnaval como perigoso, mas no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, 120 mil pessoas se reuniram em Madri, também foi comemorado nas ruas de Bruxelas, Berlim, Viena e Paris.

Os EUA tiveram a primeira morte em 29 de fevereiro, fazem “Lockdown” regional. Não demonstra funcionar, pois no dia 31 de março, registrou-se 1085 mortes e no dia 21 de abril, 2683 mortes. Nos últimos dias de abril, tem perto de 2000 mortes por dia. Sem perspectivas de sair da crise.

No Brasil, para quem tiver dúvida, nossa quarentena já nos salvou do desastre da Espanha e da Itália, ou Estados Unidos, seríamos iguais a este país se os governadores Caiado, Dória, Witzel etc. não tivessem feito a quarentena. Mas já temos quase 500 mortos por dia, fazendo uma quarentena voluntária (<50%) que apenas impede a explosão, mas não nos livra da situação.

E quanto mais tempo a crise durar, mais empresas falirão e mais gente perderá seus empregos. A crise econômica é inversamente proporcional ao isolamento, menor isolamento, maior o prejuízo e maior o desemprego. Quem não estuda História, está condenado a repeti-la.

Em outras palavras, o caos vai tomar o país. A única saída é implantar o “lockdown” urgentemente em diversos lugares. Onde estão as agências de Inteligência, ABIN, da Força Aérea, Marinha, Exército, PF, PM dos estados, etc.?

Nada mais resta fazer, já que o pico só vai acontecer duas semanas, ou mais, depois que o isolamento passar de 70%. Enquanto não tiver um isolamento rigoroso, não tem pico, será sempre daqui duas semanas. É surpreendente que não tenham declarado “Lockdown” em Manaus, Rio, Recife e outras cidades já no desespero.

Os governadores não têm força para implementar o “Lockdown” e o presidente indica que não vai mudar o pensamento dele. E estamos longe de uma situação de “impeachment”, tem que piorar muito para que ele perca apoio no parlamento.

A solução é a Nação agir sem o presidente através de um grande pacto entre os parlamentares, os ministros do STF, os governadores do Estado e a sociedade civil.

Manaus está muito próximo de transformar-se em uma Guayaquil, empilhando corpos pela rua. O Rio já tem fila para os respiradouros, em poucos dias virará um caos. Diversos outros estados capitularão, até que a desgraça chegue à capital paulista. Viveremos tempos estadunidenses.

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