Pesquisas indicam que mulheres que passam por períodos de estresse prolongado em casa, na relação com o parceiro ou no trabalho, antes de engravidarem tem uma chance maior de dar a luz a uma menina que a um menino.
Os resultados dos estudos realizados pela Universidade de Oxford e pesquisadores associados norte-americanos revelam que mudanças bruscas na economia significam que haverá uma taxa maior de natalidade feminina.
Outras pesquisas já haviam estudado a relação e, para chegar aos resultados, analisaram fases da economia em diversos países, associando-as às taxas de natalidade separadas por sexo.
Logo após os ataques de 11 de setembro, nos Estados Unidos, por exemplo, o número de bebês do sexo masculino nos meses subsequentes caiu quando comparado às taxas normais. Durante o caos econômico que seguiu a queda do muro de Berlim, na Alemanha, também houve uma grande queda no número de garotos e aumento no número de garotas.
O estudo mais recente, porém, é o primeiro a relacionar o estresse com casos específicos do dia a dia e a associá-lo aos níveis hormonais das mulheres nos períodos em que engravidaram.
No estudo, 338 mulheres britânicas que estavam tentando engravidar registraram suas atividades diárias e os hábitos comuns, além de preencher regularmente questionários sobre os níveis de estresse sentidos durante esse período. Os níveis hormonais, incluindo cortisol, foram medidos durante os meses anteriores à gravidez.
Em geral, na Inglaterra nascem 105 garotos para cada 100 garotas. Mas das crianças concebidas entre o grupo estudado, 58 eram do sexo masculino, enquanto 72 eram do sexo feminino.
Os pesquisadores explicam que os resultados poderiam ter sido pura sorte, entretanto, quando os questionários de estresse foram analisados, eles perceberam que as mulheres mais estressadas tiveram 75% menos chances de dar a luz a bebês do sexo masculino que as menos estressadas.
Entre os 50% das mulheres que tiveram as maiores taxas de cortisol antes de engravidarem, a natalidade tendeu claramente para o nascimento de garotas.
Segundo a cientista Cecília Pyper, é preciso mais pesquisas para chegar a uma conclusão completa, uma vez que o estudo realizado abrangeu um pequeno número de mulheres.

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