Os gastos com os presentes de fim de ano devem ser a última opção para os assalariados que irão receber o 13º salário dos próximos dias.

Pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) aponta que 89% dos consumidores pretendem utilizar os recursos do acréscimo para quitar as dívidas. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 9,46% no número de consumidores com esse intuito, o que deve comprometer significativamente as vendas para o Natal.

A pesquisa aponta que o percentual daqueles que pretendem usar abono para comprar presentes caiu de 8% em 2015 para 6% neste ano. Outros 6% planejam poupar  parte do dinheiro para aplicar nas despesas de começo de ano. No ano passado, o percentual era de 8%.

Os recursos a serem recebidos do 13º salário devem ser pagos nos dias 30 de novembro (1ª parcela) e 20 de dezembro (2ª parcela). O setor de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac informou que o aumento dos endividados se deve a redução da atividade econômica, a alta do desemprego, a elevação das taxas de juros e a inflação mais elevada.

Neste ano, os produtos que mais atrairão os recursos do 13º salário serão as roupas, com 72% das intenções, os celulares, com 66%, e os eletroeletrônicos e bens diversos, empatados com 61%. A compra de brinquedos apresenta redução, que pode ser atribuída à mudança de hábitos de consumo deste público, que vem preferindo cada vez mais produtos eletrônicos e celulares.

Recomendações ao consumidor

Para que o acréscimo salarial renda e seja bem utilizado, listamos algumas dicas que devem ser levadas em conta quando o dinheiro estiver em mãos:

1) Use o 13º preferencialmente no pagamento de dívidas, principalmente aquela que embutem encargos maiores como o cartão de crédito rotativo e o cheque especial, onde na média atinge 15,49% ao mês (463,03% ao ano) e 12,46% ao mês (309,24% ao ano) respectivamente.

2) Aproveite o abono para regularizar igualmente suas outras dívidas, lembrando-se de negociar o estorno dos juros de mora embutidos nelas. Quitadas as pendências, lembre-se de tentar reservar os valores necessários para as despesas de começo do ano (IPTU, IPVA e despesas escolares, além das compras de natal (cheques pré-datados e cartão de crédito) para evitar entrar novamente no vermelho no começo do próximo ano.

3) Após todas essas regularizações e sobrando alguns recursos para aqueles que eventualmente tenham contraído algum financiamento junto a bancos, financeiras ou comércio, saiba que o artigo 52 do código de defesa do consumidor garante ao mesmo a retirada dos juros embutidos nesses financiamentos para as parcelas que eventualmente tiverem seus pagamentos antecipados total ou parcialmente, juros estes que serão retirados proporcionalmente ao período antecipado.

4) Não tendo dívidas ou após a regularização das dívidas existentes e sobrando algum valor, aplique em um fundo de renda fixa ou na caderneta de poupança.
Se for fazer um financiamento, pesquise sempre as taxas de juros e demais acréscimos na medida em que existem enormes variações nas condições dos financiamentos.

5) Evite comprometer demasiadamente seu orçamento com dívidas.

6) Evite empréstimos de longo prazo que, além de representarem custos maiores, comprometem sua renda por longo período.

7) Após regularizar seu cheque especial e seu cartão de crédito, evite entrar novamente nessas duas modalidades de crédito, uma vez que cheque especial não é renda e por isso deve ser usado por período curto e emergencial.

 

Fonte: Hoje em Dia ||

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