É alarmante o resultado de uma pesquisa encomendada pelo Common Sense Media sobre o uso da internet por crianças e jovens e a percepção que os pais têm sobre a vida online de seus filhos. O trabalho foi feito nos Estados Unidos com 2.015 jovens e pais de jovens de 13 a 18 anos entre maio e junho deste ano.
A pesquisa mostrou que poucos pais sabem o que os seus filhos fazem enquanto estão conectados. Muitos ignoram que a vida online das crianças pode trazer problemas reais. Segundo a pesquisa, 13% dos jovens entrevistados admitiram ter publicado fotos ou vídeos com imagens de nus, de si mesmo ou de outras pessoas. Mas apenas 2% dos pais entrevistados têm consciência disso.
Ainda de acordo com a pesquisa, 18% dos jovens admitiram ter se passado por adultos durante conversas em salas de bate-papo, 28% dizem ter compartilhado informações que não divulgariam em público e 37% dos pesquisados disseram que já ?tiraram sarro? ou ameaçaram amigos da escola, ato conhecido como ?cyber bullying?. Do lado dos pais, apenas 8% disseram ter consciência de que seus filhos se passavam por adultos em chats, 16% falaram que sabiam que os filhos divulgavam informações privadas na internet e 18% disseram ter conhecimento sobre os ataques contra colegas de escola.
Os resultados mostram uma preocupante ruptura entre pais e filhos quando o assunto é a vida digital. A geração que hoje tem 13 ou 14 anos já cresceu conectada e, para eles, a fronteira entre a ?vida real? e a ?vida online? é muito turva. A sensação é de que as ações na internet não terão consequências fora dela. Os pais, por outro lado, vêm de uma geração que ainda não entende completamente o poder da internet e o quanto seus filhos podem se expor no mundo online.
E como solucionar este problema sem ?liberar geral? e sem invadir a privacidade dos jovens? Hoje em dia a internet é uma necessidade e a proibição está fora de questão. O melhor mesmo é conversar e mostrar que nem tudo na web é seguro e nem todo mundo é quem diz ser. Deixar o computador de casa em algum lugar de passagem, como sala ou escritório, e não no quarto do filho, onde ele pode se trancar, também é uma boa ideia.

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