A vacina contra o HPV (papilomavírus humano) terá sua abrangência ampliada neste ano e serão vacinadas meninas de 9 a 11 anos, além de mulheres de 14 a 26 anos que são portadoras de HIV e Aids.
Em Formiga, a vacina é disponibilizada em todas as Unidades Básicas de Saúde. A meta é vacinar 1359 meninas na cidade (80% do público total). As adolescentes que não tomaram a primeira dose da vacina devem comparecer no posto de saúde mais próximo de sua residência e tomar a vacina. Devido a importância da vacina, ela já se tornou rotina nos postos e já está disponível durante todos os períodos do ano.
Em Minas Gerais, 478.679 meninas nessa faixa etária e 1.815 mulheres que convivem com o HIV/Aids deverão ser vacinadas. A vacina para esse novo público está disponível nas unidades de saúde desde terça-feira (3).
Na primeira etapa da campanha contra o HPV, iniciada em março de 2014, foram vacinadas 497.449 (103%) meninas de 11 a 14 anos em Minas Gerais, superando a meta de 80% preconizada pelo Ministério da Saúde. A vacinação ocorreu nas escolas e nas unidades básicas de saúde. No entanto, para a segunda dose, apenas 326.452 meninas mineiras (67%) retornaram às unidades de saúde.
O esquema vacinal contra o HPV é composto por três doses, sendo que a segunda dose deve ser tomada seis meses após a primeira, e a terceira cinco anos após a primeira. Apenas com o esquema vacinal completo é possível garantir a imunização.
A introdução da vacina HPV quadrivalente, que confere proteção contra HPV de baixo e de alto risco, no Sistema Único de Saúde, tem o objetivo de reduzir os índices de câncer de colo uterino, já que a doença tem relação direta com a infecção causada pelo vírus HPV. ?O câncer é a terceira causa de morte entre as mulheres. Quando a menina é vacinada com as duas doses ela fica protegida para os HPV 16 e 18, que são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero e 90% para verrugas nos genitais com o HPV 6 e 11?, esclarece a coordenadora de imunização da SES, Tânia Brant.
Reações
A vacina contra o HPV é totalmente segura, só não é recomendada para mulheres que tenham hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos componentes da vacina ou que apresentaram reações graves na primeira dose. Mulheres grávidas também não podem tomar a vacina, mas não há contraindicação para as mulheres que estão amamentando.
A reação comumente esperada após a vacinação contra o HPV é dor local. Em 2014 foram notificados algumas reações em adolescentes como dor de cabeça, tonturas, desmaios, falta de ar, fraquezas nas pernas sem que nenhuma alteração clínica ou laboratorial fosse identificada. Estes eventos estão relacionados à reação de ansiedade pós-vacinação desencadeados por estímulos como medo de injeção, locais quentes ou superlotados, permanência de pé por longo tempo e fadiga. Não têm nenhuma relação direta com os componentes da vacina contra o HPV, sendo observados em outras ocasiões de recebimento de vacinas ou medicamentos injetáveis.

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