Mais uma vez, o cenário político da cidade das Areias Brancas ganha destaque. O G1 publicou nesta quarta-feira (11), a manifestação de um grupo de jovens em frente ao prédio do Executivo formiguense.
O grupo está acampado na porta da Prefeitura desde segunda-feira (9) e pedem a saída do prefeito Moacir Ribeiro. Cerca de 35 pessoas fazem revezamento e oito têm dormido no local. A Prefeitura de Formiga entrou na Justiça pedindo a retirada das barracas e cartazes afixados.
Na segunda-feira uma menina de 14 anos foi atropelada por um motociclista durante a manifestação. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela foi socorrida com ferimentos leves. A Polícia Militar informou que faz a segurança no local nos horários de grande movimentação.
Segundo uma das manifestantes, a estudante Laura Lobato, a denúncia feita pelo vereador Mauro César, do PMDB, durante a reunião da Câmara Municipal no dia 2 de setembro, motivou o início da manifestação. ?Temos uma série de provas de que, o que o vereador Mauro disse é verdade, por isso queremos a renúncia ou cassação do prefeito. Na primeira manifestação ele disse que tomaria providências e não tomou?, explicou Laura.
A manifestante também disse que a população tem apoiado o grupo e levado doações, como alimentos e bebidas.
No plenário, o vereador Mauro, que é do mesmo partido do Prefeito, exibiu uma gravação onde acusava Moacir de oferecer propina. De acordo com o promotor de justiça, Marco Aurélio Rodrigues de Carvalho, os manifestantes o informaram sobre a manifestação e solicitaram uma investigação. Como o Prefeito tem foro privilegiado, o áudio será encaminhado à Procuradoria.
Em nota, a Prefeitura informou que a gravação foi tirada do contexto e não tem valor jurídico. Sobre o acampamento, a Prefeitura recorreu à Justiça pedindo a retirada das barracas que estariam impedindo o trânsito de pedestres e também dos cartazes afixados no prédio, que estariam contrariando o Código de Posturas do Município.
Laura informou que tentou entregar a pauta com as reivindicações ao Executivo, mas não teve êxito. ?Quando viemos entregar a pauta na segunda-feira, eles não aceitaram o documento. Não dão um prazo pra falar sobre as reivindicações?, disse.
Os manifestantes disseram que permanecerão no local até que as reivindicações propostas sejam atendidas.

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