Da redação

Mais uma vez, a reunião do Legislativo desta segunda-feira (6) foi tumultuada. Membros ligados ao movimento “Todos Por Formiga”, alguns populares também presentes, somando um número aproximado de  cerca de 80 participantes, liderados por Adrimara Duarte, tão logo se iniciou a sessão, com a leitura da ata da reunião anterior, fizeram uma série de interrupções entoando palavras de ordem e cobrando respostas a questionamentos já feitos anteriormente.  Alguns mais inflamados dirigiam perguntas a alguns vereadores e a presidente da Casa, Wilse Marques, por diversas vezes, acionou a campainha, exigindo silêncio e respeito ao regulamento.

Finda a leitura da ata, uma vez colocada para a aprovação do plenário, os ânimos se exaltaram com a exigência por parte da plateia de que se constasse na ata, as falas do  vereador Mauro  César, pronunciadas na reunião  de quinta feira (23), o que, não foi acatado pela Mesa. Foi solicitado ainda o uso da “Tribuna do Povo” pela formiguense Adrimara Duarte e o pedido mais uma vez foi negado, devido ao regimento interno da Casa.

Adrimara fez alguns questionamentos exigindo resposta da não permissão de que ela fizesse uso da Tribuna e exibindo cópia do requerimento protocolado na Casa, perguntava aos brados: “se esta é a  Tribuna do Povo, por que não posso falar?Vocês tem medo da verdade? Tem medo do que?”.

Os ânimos ficaram a cada momento mais exaltados e aos gritos receberam a adesão de muitos populares presentes  que não eram ligados ao movimento “Todos por Formiga”.

Wilse Marques, após afirmar que se a situação não viesse a ser controlada suspenderia a reunião, não teve outra saída senão declarar a suspensão.

Como os participantes continuavam entoando gritos de guerra e se dirigindo de forma, no entender da presidente, pouco civilizada, ela, declarou encerrada a reunião.

Aí os ânimos  se exaltaram ainda mais e o que se ouviu com frequência foi gritos de que “os vereadores eram incompetentes, covardes e que se eles não davam conta de legislar, que pedissem pra sair”.

Mesmo com o encerramento da reunião alguns vereadores (Joice, Cabo Cunha, Marcelo, Flávio Couto e Sandrinho da Loopping)  permaneceram no plenário por bom tempo. Alguns, em razão da balbúrdia instalada, não haviam percebido que a reunião havia sido encerrada, desta feita sem a tradicional oração final.

A Polícia Militar  presente, foi atendida pela presidente no gabinete e foi registrado o Boletim de Ocorrências de número 81055213. O policial ouviu também os membros do movimento e foram registradas as duas versões dos fatos.

(Fotos: Gleiton Arantes)

Projetos não votados:

Constavam na pauta dessa semana, a entrada de três projetos de lei, de origem do Executivo, e um do Legislativo. Além de dois projetos que seriam votados, inclusive um autorizando a abertura de crédito especial de aproximadamente R$2.500 milhões para atender a Secretaria Municipal de Saúde.

Adrimara foi ouvida pelo Últimas Notícias e falou da indignação dela, explicando as razões da atitude que tomou. Confira vídeo abaixo.

Conheça também o teor do requerimento que Adrimara encaminhou à Câmara e o teor da resposta a ela dirigida, informando as razões da negativa do pedido de uso da “Tribuna do Povo”.

Nota da Câmara:

“A Câmara Municipal de Formiga comunica o cancelamento da reunião ordinária desta segunda-feira 06 de março, diante da baderna, incitação à violência, ocasionada em plenário por manifestantes.

Importantes projetos para o desenvolvimento de Formiga deixaram de entrar em tramitação e de serem aprovados, como a abertura de crédito especial no orçamento para o exercício de 2017 da Secretaria Municipal de Saúde no valor de R$2.593.804,25 (dois milhões, quinhentos e noventa e três mil, oitocentos e quatro reais e vinte e cinco centavos); como também o valor de R$671.372,00 (seiscentos e setenta e um mil e trezentos e setenta e dois reais) destinados a 29 caixas escolares e várias instituições como: Apae, APROMID, Centro Espírita Lázaro.

As medidas cabíveis já estão sendo tomadas por essa Casa Legislativa”.

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