O Ministério da Educação (MEC) estuda reembolsar os estudantes que não quiserem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 5 e 6 de dezembro, por causa do adiamento provocado pelo vazamento da prova no começo deste mês. O órgão ainda estuda a melhor forma de executar a devolução da inscrição, que custou R$ 35.
Segundo o ministro Fernando Haddad, durante conversa com jornalistas nesta quinta-feira (8), ainda não há previsão de quando o reembolso poderá ser feito, mas isso só pode acontecer após a prova. De acordo com Haddad, ?é um direito de todo aluno pedir o reembolso se ele se sentir prejudicado?. Para tanto, disse o ministro, o estudante interessado que não quiser ou não puder esperar pode mandar uma carta ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
O endereço do Inep é: SRTVS, Quadra 701, Bloco M, Edifício Sede do Inep – CEP: 70340-909 – Brasília ? DF.
Resultado
O MEC fixou o dia 5 de fevereiro como a data-limite para a entrega do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O ministério julga que, com essa data, o início das aulas nas universidades não será afetado em 2010. No entanto, a intenção é que esse prazo seja antecipado.
Consórcio
A Consultec, uma das empresas que participava do consórcio que iria aplicar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que vazou, divulgou nota nesta quinta-feira (8) em que diz que ?agiu com o rigor técnico e ético intrínsecos a cada atividade que compõe a complexa realização de um exame desta natureza? na parte em que cabia a ela. Segundo a Consultec, não existia relação de subordinação entre as três empresas que formavam o Connasel (além dela, o Instituto Cetro e a Funrio).
A Consultec também reafirma, na nota, que as pessoas que vazaram o exame nunca mantiveram qualquer tipo de vínculo com a empresa e chama a atitude deles de inescrupulosa, irresponsável, ilícita e leviana.

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