Um caso inusitado foi registrado em Belo Horizonte. Um empresário tomou uma medida drástica para tentar sensibilizar o ladrão que arrombou sua oficina e lhe causou um prejuízo de mais de R$ 15 mil.

Devastado pelo crime, que ocorreu no último dia 26 de setembro, o homem de 50 anos, afixou uma faixa na porta da mecânica, localizada no bairro Santa Efigênia, na região Centro-Sul deda capital, onde pediu, humildemente, para que o criminoso devolvesse os materiais roubados.

Segundo ele, foram-lhe levados um notebook, uma máquina de solda, ferramentas, caixa de óleo, três baterias de carros novas, além de outros equipamentos e suprimentos.

O furto ocorreu na manhã de 26 de setembro, um sábado. Segundo ele, ao chegar na oficina, foi surpreendido com os portões arrombados, o que nunca havia acontecido em mais de 35 anos que está no local.

“Quando cheguei na oficina e abri o portão, fiquei chateado com o que vi. Estava tudo mexido. Levaram boa parte dos equipamentos”, relembra, que seguiu os procedimentos padrões para entrar em contato com as autoridades, mas que não conseguiu identificar quem possa ter arrombado sua loja. “Não tem de quem desconfiar,. Não tenho inimigos, tenho uma carteira de clientes…quem fez foi m covarde!”, completa. 

Sem muita esperança de recuperar os itens, o empresário teve a ideia de fazer a faixa. “Fiquei chateado com tudo e resolvi colocar a faixa. Minha esposa foi contra, achou que eu queria caçar confusão, mas expliquei que seria um pedido bem educado”, explicou.

A faixa foi colocada na segunda-feira seguinte. Desde então, o homem aguarda que o ladrão se sensibilize e devolva ao menos parte dos seus pertences. Na última quarta-feira (29), ele esteve na Polícia Civil, onde prestou depoimento e recebeu a promessa de empenho da corporação para resolução do caso. Porém, até agora, somente mensagens de apoio e uma um tanto quanto afrontosa, que ele preferiu ignorar.

“Te confesso que a faixa chamou a atenção, muita gente veio me apoiar. Teve um que ligou falando que era melhor deixar isso quieto, em um tom estranho, mas preferi ignorar.  A situação é complicada, pois tenho que absolver o prejuízo e preciso de ao menos cinco meses para isso. A vida está difícil, sociedade está de caótica, vamos ver no que dá”, afirmou.

Fonte: O Tempo Online

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