?Não sei de nada, mas vou procurar me informar melhor para responder sobre o assunto?, essa foi a resposta da vereadora Rosemeire Mendonça (Meirinha), ao ser questiona pela equipe do jornal Nova Imprensa/portal Últimas Notícias sobre o caso envolvendo um produtor da comunidade rural de Aroeira, que precisou comprar 96 sacos de cimento para que fossem construídos pela administração, 6 mata-burros nas vias de acesso à comunidade.
A vereadora disse que estava em Belo Horizonte durante toda a semana passada e por isso não se inteirou do fato. Porém, se comprometeu a entrar em contato com o jornal para se posicionar a respeito, o que não ocorreu.
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e foi pedida por alguns internautas, a cassação da vereadora, que segundo informações apuradas, pediu 60 sacos de cimento além do necessário para a realização da obra que é de total responsabilidade da administração, sendo então irregular a exigência de parte do material de pessoas da comunidade.
Diante da gravidade da denúncia, o jornal ouviu ainda, o presidente do Legislativo, o vereador Juarez Carvalho, para saber se alguma medida seria tomada a partir desses fatos. Ele por sua vez, disse que ?o jornal está dando importância demais para esse assunto, isso é uma prática normal. O vereador fazer parceria com a comunidade é algo que sempre aconteceu. Não querendo defender a Meirinha, mas em minha opinião, ela apenas quis antecipar a construção dos mata-burros para ajudar a comunidade. Ela trabalhou na minha gestão e sei que é uma pessoa bem intencionada. Se ela fez isso não foi por má intenção?, comentou o vereador, que também se comprometeu a entrar em contato com o jornal para se posicionar melhor sobre o caso, o que também não ocorreu.
O assunto não foi abordado pelos vereadores em nenhuma das duas reuniões após a denúncia ser publicada pelo jornal e na Prefeitura, a última informação repassada pelo secretário de Comunicação, Flávio Roberto Pinto é de que o caso continua sendo apurado.

Relembre o caso
O produtor rural Joaquim Emídio da Cruz, precisou gastar mais de R$2 mil para que seis mata-burros fossem construídos nas estradas de acesso à comunidade de Aroeira, onde mora e trabalha. A instalação dos mata-burros era uma promessa de Meirinha, que pediu à comunidade que arcasse com os gastos da compra do cimento para a realização da obra (96 sacos no total).
Segundo apurou o jornal, são necessários cerca de 6 sacos de cimento para a instalação de cada mata-burro. Portanto, 36 sacos seriam suficientes para a realização da obra em Aroeira. É importante ressaltar que os mata-burros instalados não estão dentro da propriedade de seu Joaquim e servem à toda a comunidade de Aroeira e aos visitantes, portanto, não é de obrigação dos moradores cooperar com a compra de parte dos materiais para a construção, sendo portanto, responsabilidade da administração municipal manter as estradas de acesso em boas condições, contando inclusive com os mata-burros necessários.

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