Divinópolis é um município conhecido como polo da moda do Centro-Oeste Mineiro e, por isso, a empregabilidade no mercado têxtil é alta, no entanto, empresárias do ramo de facções relatam que estão tendo dificuldades na contratação de costureiras qualificadas e que gerem bons índices de produção.

De acordo com o Sine, as vagas ofertadas para o setor são sempre numerosas e ficam abertas por longos períodos.

O Sindicato das Costureiras apresentou ao portal G1 um contraponto e disse que rotatividade das profissionais é grande e que na maioria das vezes elas são contratadas por indicação.

Luzinaide Alves dos Santos é dona de facção há oito anos e durante todo esse período ela encontrou dificuldades para encontrar as profissionais para suprir as vagas.

Na facção dela trabalham 10 costureiras e mesmo sendo um ramo sem muitas exigências, ela destaca que o primordial é que a profissional domine o manuseio das máquias e se empenhem em bater as metas, já que é um setor que vive de altos índices produção.

“É um mercado que não tem muitas exigências, super tranquilo nesse quesito, não requer formação, mas é preciso saber costurar, manusear as máquias e ter boa vontade, que é o que falta muito”, disse.

De acordo com o sindicato das costureiras o ramo é remunerado com salários médios de R$1.200. A carga horária aplicada em muitas empresas é das 7h às 17h, com uma hora de almoço e 10 minutos de café na parte da manhã e na parte da tarde.

Apesar de haver informalidade no seto, a maioria oferece benefícios e carteira assinada.

Questionado dobre o número de demissões e admissões no setor, o homologador de dispensa e advogado do sindicato, Ruan Carlos Dias de Oliveira, destacou que devido às alterações nas leis trabalhistas o sindicato perdeu controle dos deligamentos e admissões.

Contudo ele esclareceu sobre como funciona o mercado de contratações no setor.

“Primeiramente é um setor extremamente rotativo. As costureiras não procuram vagas de trabalho no Sine, até porque no Sindicato temos um banco de currículos e o empresado vai até o sindicato e valiar os perfis disponíveis. E ainda falando sobre a rotatividade, quando uma costureira sai de uma empresa seja por dispensa ou vontade própria ela já sai com outro emprego definido. O empresário é quem corre atrás dessas profissionais. De um modo geral é muito raro essas profissionais procurarem a vaga no sine e por isso, as vagas permanecem por mais tempo em aberto”, destacou Ruan.

A costureira Ariana Luara trabalha no setor há 15 anos e contou que todas as vezes que trocou de empresa ela foi indicada.

Há seis anos ela está uma empresa e para mostrar bons resultados a costureira domina o manuseio de mais de uma máquina. Além disso, ela destaca que se esforça sempre para bater as metas estipuladas pela facção.

“Eu vejo muito no meu setor a dificuldade de achar quem consegue costurar em várias máquinas, uma mão de obra qualificada e que vai render produção dentro das facções. Por isso é importante aproveitar o tempo, aprender de tudo e mostrar resultados no trabalho”, destacou.

Elaine Cristina Chaves também é dona de facção e assim como a Luzinaide, citada no início da reportagem, também encontra dificuldades de compor o quadro de 14 funcionárias.

“Até brinco que as pessoas estão procurando emprego e não serviço. É um mercado que depende de produção e é preciso cumprir metas constantemente. A maior dificuldade está em encontrar profissionais com esse perfil mais ativo”, enfatizou.

Apesar das dificuldades é um setor que se mantém firma em Divinópolis e que segue gerando emprego e renda em mais de 600 fábricas que integram o Sindicato da Indústria do Vestuário de Divinópolis (Sinvesd).

 

Fonte: G1||
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