Priscila Rocha

Membros da Mesa Administrativa da Santa Casa de Caridade de Formiga se reuniram com a imprensa e representantes das Secretarias de Saúde da microrregião, na manhã de quarta-feira (19), para prestar contas dos primeiros 10 meses de trabalho.

Na noite de quarta, a prestação de contas foi apresentada para os funcionários do hospital.

A mesa, que tem como provedor o médico Alexandre Amaral, assumiu o hospital em janeiro deste ano, após o fim da intervenção judicial iniciada no dia 19 de dezembro de 2014.

O secretário de relações públicas da instituição, Kléber Almeida Vaz, comandou a coletiva e falou sobre as mudanças importantes realizadas para melhorar a gestão de recursos da entidade; como substituição do fornecedor de oxigênio hospitalar que gerou uma economia mensal de R$30 mil e a substituição do fornecedor de gás que gerou uma economia mensal de R$10 mil.

Segundo Kléber, a situação da Santa Casa continua crítica. O hospital não está pagando a conta de energia elétrica já fazem alguns meses e nem o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários. “Em janeiro de 2016 o hospital possuía uma dívida de R$212 mil com o fundo de garantia. Esses valores não vinham sendo recolhidos desde junho de 2015, então quitamos os meses de junho a outubro, ficando em aberto novembro e dezembro. Hoje temos uma dívida de R$232 mil referentes aos meses de fevereiro a julho deste ano”.

“O que mais agrava a crise financeira do hospital são os empréstimos que foram  contraídos ao longo dos anos, principalmente na gestão comandada pelo médico Geraldo Antunes Couto, destituída pela Justiça”, explicou Kléber. Ele informou ainda, que atualmente, a dívida acumulada com instituições financeiras e que foi renegociada chega a R$1.308.003. “A dívida relacionada a empréstimos bancários é o nosso maior gargalo. Em um dos empréstimos no valor de R$4 milhões, feito em 2013, 52% do valor repassado pelo SUS foi dado com garantia”.

A dívida da Prefeitura com a Santa Casa também tem dificultado a recuperação financeira da instituição. A pendência é relacionada ao aluguel em atraso da antiga instalação do Pronto Atendimento Municipal (PAM), no valor de R$126 mil, convênios atrasados relativos aos anos de 2014 e 2015, no valor de R$1.219.897,20 e os relativos ao ano de 2016 que já chegam em R$367.800,00 somando R$1.713.697,20. “A Prefeitura além de não ter quitado a dívida referente às instalações do PAM, não devolveu ao hospital a chave do local que se encontra em péssimas condições”, informou o secretário.

Apesar da situação financeira da Santa Casa ainda ser grave, a mesa administrativa tem ótimas expectativas para colocar a Casa em ordem. “Entendemos que a administração do dinheiro público, se for empregado como deve ser, trás os resultados certos. Dessa forma, trabalhamos da melhor maneira possível para colocar o hospital definitivamente ‘nos trilhos’”, finalizou Kléber.

Situação em que a Prefeitura deixou a antiga instalação do PAM: 

(Fotos: Glaudson Rodrigues)

print

Comentários