O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) vai destinar R$ 693,4 mil para o pagamento de lanches para juízes e desembargadores da capital mineira ao longo deste ano.

Entre os 117 tipos de alimentos licitados estão frutas, legumes, verduras, biscoitos, iogurtes, queijos, bacon e alcatra. Também foram adquiridas bebidas, como refrigerantes zero açúcar e diet. O curioso é que os magistrados já têm direito a um auxílio-alimentação mensal de R$ 884.

A licitação, concluída em dezembro, é dividida em seis lotes. O mais caro é o de hortifrutigranjeiros. Por R$ 299,9 mil, a previsão anual é a de que o órgão compre 18 mil quilos de laranjas-pera “extra”, 6.960 abacaxis “pérola graúdos”, 2.400 dúzias de ovos, 12 quilos de jiló e chuchu, entre outros 34 tipos de frutas, legumes e verduras.

Já o lote dos laticínios vai custar R$ 137,2 mil. Estão entre os itens 720 bandejas, com seis unidades, de iogurte grego light e 600 quilos de queijo Minas fresco. Já o lote de carnes e embutidos alcança a cifra de R$ 110,3 mil.

O lote de produtos industrializados, que inclui mil pacotes de biscoito waffer e 3.000 caixas de chás, com dez sachês, vai custar R$ 127,3 mil. Já o lote de bebidas terá custo de R$ 9.800, e o lote de óleos e gorduras foi arrematado por R$ 8.600.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas, os valores de cada lote foram negociados com o fornecedor após a conclusão da sessão de lances. Por isso, o valor de R$ 693,4 mil é menor do que se esperava gastar inicialmente.

De acordo com a justificativa da licitação que consta no edital, os produtos são necessários para a produção de lanches para desembargadores, juízes, tribunais do júri e eventos institucionais. Ainda segundo o texto, esses lanches viabilizam “a permanência destes servidores em atividades que se prolongam, muitas vezes, para além de sua jornada normal de trabalho, nas dependências da secretaria e dos fóruns” de Belo Horizonte.

O órgão ainda ressalta que, com o lanche sendo feito no ambiente de trabalho, “evita-se que os magistrados tenham que se deslocar para fazer suas refeições em outros locais”, o que consequentemente gera uma “economia de tempo”, que colabora para uma melhor produtividade na prestação jurisdicional. A justificativa é finalizada com a alegação de que o pagamento é realizado mediante apenas a quantidade demandada.

Cada um dos alimentos tem uma periodicidade específica para entrega, que será feita na copa do prédio Tribunal de Justiça, na rua Goiás, no centro da capital, entre as 7h30 e as 8h30. Conforme o edital, os produtos deverão ser entregues frescos e em perfeitas condições para o consumo.

 

Fonte: O Tempo Online ||

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