Os preços da gasolina e do diesel foram reajustados nas refinarias em 4% e 8%, respectivamente. Os novos valores entraram em vigor desde a 0h do dia 30 de novembro, após um mês de forte pressão sobre o governo para reduzir a elevada defasagem de suas tabelas.
O último reajuste de preços da gasolina foi em janeiro, de 6,6%. Para o diesel, trata-se do terceiro aumento, após 5,4% em janeiro e 5% em março. Como a Contribuição sobre Intervenção de Domínio Econômico (Cide) está zerada, os aumentos serão repassados ao consumidor.
Em Formiga, assim como no restante do país, os valores praticados nas bombas, são variados. Muitos consumidores ainda pesquisam e destacam que é possível economizar sim, procurando um posto com o preço mais acessível.
A reportagem do Nova Imprensa pesquisou o preço da gasolina em seis postos de Formiga. Atualmente, o menor preço é de R$3,02 por litro já o maior, é de R$3,11. Antes do reajuste, o preço médio encontrado na cidade era R$2,96 por litro.
Já no etanol, o menor preço é de R$2,12 e o maior R$2,20. Antes do reajuste, o etanol era vendido a R$2,08 o litro. A média do etanol na cidade é de R$2,16.
No posto que oferece menor preço se o consumidor abastecer um tanque de 60 litros, o valor será de R$181,20, com etanol, um tanque de 60 litros, nos dois postos que oferecem o menor preço, custa R$127,20.
No posto com o maior preço pesquisado R$3,11, o motorista pagaria por um tanque de 60 litros o valor de R$186,60. Já o etanol mais caro, R$ 2,20, o motorista pagaria por um tanque de 60 litros o valor de R$132.
A redação do jornal fez um cálculo, comparando o valor do menor preço da gasolina e do etanol com o maior preço de ambos, para saber quanto o motorista economizaria. Apesar de pequena, a longo prazo, a economia de alguns reais pode fazer a diferença. O consumidor economizaria cerca de R$5,40 na gasolina e no etanol R$ 4,80.
Em Minas Gerais
Em Belo Horizonte o preço da gasolina ultrapassou R$3 o litro pela primeira vez em dois anos. Em alguns postos da capital, o valor foi reajustado em 8%.
No interior do Estado, o aumento dos combustíveis pesou mais ainda, pois, os preços dos derivados de petróleo são mais elevados do que os praticados na capital. Em Montes Claros o reajuste chegou a 6,5% e em Formiga a 4%.
Alternativas são desafio
Sem um marco regulatório que definirá o peso dos biocombustíveis na matriz energética, o etanol e o biodiesel enfrentam desafios para abastecer o país e avançar na produção. No caso do biodiesel, o setor parou de crescer em 2010, quando atingiu o percentual de 5% na mistura do diesel. Agora caminha como caranguejo aguardando a elevação do percentual da mistura, o que estimularia o setor a crescer. O etanol, que no último ano perdeu competitividade nas bombas em relação à gasolina, tem o desafio de retomar os investimentos para abastecer a frota flex, que incorpora ao ano mais de três milhões de veículos. A produção da última safra deve fechar perto de 23 bilhões de litros, volume que deverá ser incrementado para cerca de 27 bilhões de litros, a fim de responder a demanda em um cenário de competição com a gasolina. O crescimento do percentual de 20% para 25% do álcool anidro adicionado à gasolina, a partir de primeiro de março, a elevação do preço do derivado do petróleo, junto com a perspectiva de redução da carga tributária do PIS e Cofins, ascendem novamente a discussão sobre o uso dos combustíveis renováveis.

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