Dos estados do Sudeste, Minas Gerais é o segundo estado que possui a maior proporção de óbitos por causas violentas para os homens (13,4%), ficando abaixo do percentual para Espírito Santo (17,8%) e acima de São Paulo (12,9%) e Rio de Janeiro (11,0%). Os dados são da pesquisa divulgada nesta segunda-feira (30) com base nas estatística do Registro Civil do Brasil, e se refere ao ano de 2014.

O estudo também mostra que do total de óbitos de crianças menores de 1 ano, Minas Gerais tem 54,4% desses óbitos classificados como neonatal precoce (menos de 7 dias de vida), 18,5% neonatal tardio (7 a 27 dias de vida) e 26,8% pós-neonatal (28 a 364 dias de vida). Em comparação com o Brasil, que possui os óbitos distribuídos nos seguintes percentuais, respectivamente: 50,7%, 17,4% e 31,6%, os óbitos em Minas Gerais estão mais concentrados na componente neonatal precoce, o que indica um maior avanço em relação ao total do país nas questões de mortalidade infantil, embora a componente pós-neonatal ainda seja alta. 

Em relação ao total de óbitos no Brasil, a faixa de idade que concentra a maior razão de sexo dos óbitos é a de 20 a 24 anos (489,4), sendo que a sobremortalidade masculina acontece até os 79 anos. Do total de óbitos de pessoas que faleceram entre 20 e 24 anos, 83,0% são homens. 

Em Minas Gerais, a razão de sexo dos óbitos de 20 a 24 anos é de 487,5 e a concentração dos óbitos masculinos nessa faixa etária também é de 83,0%, tendo aumentado desde 2004, quando era de 79,7%. Ainda em relação a esse grupo etário, observa-se que 69,3% dos óbitos ocorridos em 2014 no Brasil foram de natureza violenta. Em Minas Gerais esse percentual foi 67,8%. Embora no Brasil não tenha havido praticamente nenhum mudança desde 2004, quando o percentual era de 69,4%, no estado houve uma ligeira queda dado que a proporção de óbitos por causas violentas era de 69,0%.

 

 

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