Minas Gerais deve passar por uma nova epidemia de dengue em plena Copa do Mundo, é o que garantiu nesta terça-feira (20) o secretário estadual de saúde, Antônio Jorge, durante o anúncio de mais um plano de contingência da doença. Além dele participaram representantes de 50 municípios mineiros onde os índices da dengue já são preocupantes.
Em todo o Estado já são pelo menos 255.272 casos confirmados da doença, neste ano. O número é superior ao registrado em 2010, ano de epidemia da doença no Estado. Na época foram confirmados 194.636 casos. Até o momento foram confirmadas 102 mortes. O número é quase o mesmo registrado há dois anos, quando 106 pessoas morreram em Minas vítimas da doença. Segundo o secretário, pela proporção dos números, com certeza, Minas vai superar o número de mortes em 2010. Mesmo com todos os esforços, vamos passar por uma nova epidemia de dengue em 2014, afirmou Antônio Jorge.

Durante a divulgação do plano, o secretário anunciou a possibilidade da criação de fundo de recursos para captação de R$ 103 milhões para investimentos em ações de combate à doença. De acordo com Antônio Jorge, ele tem discutido o assunto com o Governo Federal, que deve disponibilizar R$ 30 milhões. O Governo de Estado entraria com mais R$ 30 milhões e os municípios mineiros com mais R$ 36 milhões. Para completar o montante, Minas investiria mais R$ 7 milhões – sendo R$ 5 milhões para compra de oito mil tablets e R$ 2 milhões para confecção de uniformes. Os mini computadores seriam usados pelos agentes de saúde durante visita aos domicílios.

O recurso seria usado ainda para contratação de mais quatro mil agentes de saúde já que, segundo o secretário, Minas tem hoje um déficit de 50% no número de funcionários que executam ações de combate à dengue. Assim, o trabalho de prevenção a ser executado no ano que vem contaria com oito mil agentes ao todo.

Mobilização

Para envolver a população no combate e controle da doença, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) estuda ainda distribuir inseticidas. Segundo o secretário, ainda é preciso debater se a medida é viável e correta. A decisão final sobre a distribuição deve ser anunciada até o final deste ano.

Por conta da epidemia da doença em Minas, o Estado distribuiu 1,5 milhão de garrafas de água sanitária. No entanto, a estratégia não teve grandes resultados, já que o produto é multiuso e foi usado para outros fins, como limpeza de casa e calçadas, por exemplo.

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