O número de cidades turísticas de Minas Gerais caiu 39%, de 466 para 285. O dado consta no Mapa do Turismo do Brasileiro, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Ministério do Turismo. No país, as cidades turísticas passaram de 3.345 para 2.175, queda de 35%.

Mapa

Construído em conjunto com os órgãos oficiais do setor, o mapa tem como foco a estruturação e a promoção do setor, de forma regionalizada e descentralizada. Ele serve também para identificar o desempenho da economia do turismo para tornar mais fácil a identificação e apoio a cada uma das cidades.

Belo Horizonte continua sendo considerada cidade turística

“O mapa é um instrumento de ordenamento que auxilia o governo federal nos estados quanto ao desenvolvimento de políticas públicas para o turismo. Temos trabalhado ultimamente com orçamentos bem aquém do necessário. Então, é importante que o gestor aplique onde esses valores terão um retorno melhor para a região, para o turista e também para as políticas do governo federal”, explica o diretor do Departamento de Ordenamento do Ministério do Turismo, Rogério Cóser.

Regiões em Minas

No Estado, as regiões turísticas são dividas em 40, sendo Águas, Belo Horizonte, Caminho Novo, Caminhos do Cerrado, Caminhos do Indaiá, Caminhos do Sul de Minas, Caminhos Gerais, Caminhos Verdes de Minas, Canastra, Diamantes, Grutas, Grutas e Mar de Minas, Guimarães Rosa, Lago de Furnas, Lago de Irapé, Lago de Três Marias, Malhas do Sul de Minas, Mata Atlântica de Minas, Montanhas e Fé, Nascente do Rio Doce, Nascentes das Gerais, Noroeste das Gerais, Ouro, Pedras Preciosas, Pico da Bandeira, Serra do Cabral, Serra do Cipó, Serra do Ibitipoca, Serras de Minas, Serras e Cachoeiras, Serras Verde do Sul de Minas, Sertão Gerais, Trilha dos Inconfidentes, Trilha do Rio Doce, Vale do Jequitinhonha, Vale Verde – Quedas D’Água, Velho Chico, erde – Trilha dos Bandeirantes, Veredas do Paraopeba e Villas e Fazendas de Minas.

Metodologia

Segundo a metodologia de construção do mapa, os municípios são divididos em cinco categorias, de A a E. A definição se dá a partir de quatro variáveis de desempenho econômico: número de empregos, de estabelecimentos formais no setor de hospedagem e estimativas de fluxo de turistas domésticos e internacionais.

A categoria A representa as cidades com maior fluxo turístico e maior número de empregos e estabelecimentos no setor de hospedagem. Nesta faixa estão concentrados destinos turísticos como Porto Seguro (BA), Ipojuca (Porto de Galinhas/PE), Armação de Búzios (RJ), Campos do Jordão (SP), Guarapari (ES), Balneário Camboriú (SC), Foz do Iguaçu (PR), Gramado (RS) e Caldas Novas (GO).

O novo mapa aponta que 29% (630) dos municípios estão nas categorias A, B e C. Eles concentram 93% do fluxo de turistas domésticos e 100% do fluxo internacional. As demais cidades, que representam 71% dos casos, estão entre as categorias D e E. De acordo com Ministério do Turismo, esses destinos não possuem fluxo turístico nacional e internacional expressivo, mas têm papel importante no fluxo regional e precisam de apoio para a geração e formalização de empregos e estabelecimentos de hospedagem.

 

Fonte: Hoje em Dia ||

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