Minas Gerais está entre os estados que tiveram situação de emergência decretada por causa do grande número de queimadas. O fogo devasta áreas nas cidades e na zona rural e causa grandes prejuízos ao meio ambiente.
Aos poucos o verde aparece. É o jeito que a natureza encontra para sobreviver. Mas não tem sido fácil. As cinzas mostram o resultado dos incêndios. Muitos provocados pelo homem. O problema é tão grave que em apenas um dia foram registrados 1.178 focos no país, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A preocupação é grande principalmente em Goiás, Tocantins e Minas.
O fogo se concentra no Norte e no Triângulo Mineiro, mas se espalha por todo o estado. O fogo chegou à nascente do Rio São Francisco e devastou 70 mil hectares da Serra da Canastra. Atingiu também a área urbana, como em Uberlândia. Na cidade até agora foram registrados 167 focos a mais que no ano passado inteiro.
Segundo o professor do Instituto de Geografia Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Antônio Giacomini, são três fatores que causam ajudam no problema: a seca, a temperatura alta e os ventos.
A situação é grave ao ponto de o Ministério do Meio Ambiente decretar estado de emergência em 14 estados e no Distrito Federal, incluindo Minas Gerais. Se for preciso, os estados poderão contratar, sem licitação, brigadistas para controlar os incêndios.
Controle imprescindível no presente para evitar maiores efeitos no futuro. Apenas em agosto em Minas, segundo o professor do Instituto de Geografia da UFU, a quantidade de gás carbônico liberada foi quatro vezes maios que o normal.

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