Até julho de 2016, Minas Gerais pode ganhar um banco de ossos para atender pacientes que necessitem de transplantes. A iniciativa é importante, pois atende uma demanda também de outros Estados, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Marco Antônio Percope.

“Estávamos brigando por isso faz tempo, e felizmente o governo se sensibilizou e fechou a parceria”, frisou o especialista, que também é professor na área de ortopedia da Faculdade de Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O país tem seis bancos de ossos.

A estimativa da SBOT é que o governo invista R$ 1 milhão no projeto piloto, que tem previsão de começar a funcionar em julho de 2016. A verba foi liberada pelo governador Fernando Pimentel (PT) no último dia 15.

Percope explicou que a unidade vai funcionar no prédio do Centro de Tecidos Biológicos (Cetebio), ligado à Fundação Hemominas, em Lagoa Santa, na região metropolitana, que possui muitos dos itens necessários para o banco de ossos e precisará ter o espaço adaptado “para nível cirúrgico”. “A área do Cetebio já oferece a estrutura física necessária. Precisaríamos de freezers para armazenamento do tecido e de equipe humana treinada”, disse Percope.

Vantagens

O presidente da SBOT explica que há inúmeras facilidades em se ter um banco de ossos no Estado. “O banco pode ajudar em cirurgias ligamentares, artroplastias (que restabelece os movimentos nas articulações) e muitas outras aplicações. Os hospitais de Minas terão fácil acesso aos serviços da unidade, que poderá abastecer outros Estados, já que o banco ficará próximo ao aeroporto internacional”, completou.

Os riscos de rejeição em um transplante de ossos são mínimos se equiparados aos de outros materiais. “O risco é quase zero, assim como os de transmissão de doenças. Como em qualquer tecido, todos os cuidados são tomados (no transplante)”, explicou Percope.

Cada doação de ossos pode beneficiar até 30 pessoas, segundo especialistas. No entanto, o aumento de cirurgias de enxertos e o baixo número de doações dificultam os procedimentos.

 

 

 

 

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