O índice de criminalidade em Minas Gerais reduziu no primeiro semestre de 2017, em comparação ao mesmo período de 2016.

De 12 estatísticas criminais analisadas, 10 apresentaram redução de ocorrências. Os dados foram divulgados nesta manhã de sexta-feira, em uma entrevista coletiva com os comandos de Polícias Militar e Civil, com a cúpula da Secretária de Estado e Segurança Pública (Sesp), além do governador Fernando Pimentel (PT).

De acordo com os dados repassados pela Sesp, houve queda:
* de 50,9% nos registros de extorsão mediante sequestro;
* 29,4% nos casos específicos de extorsão;
* 15,2% nos casos de homicídio tentado.
* 5.300 casos de roubo a menos (8%)
* 4% nas ocorrências de homicídio

Os crimes de estupro tentado caíram 27%. As práticas de estupro de vulnerável consumado, porém, aumentaram em 10,74%.

Apesar da redução em âmbito estadual, três cidades mineiras registraram aumento nas ocorrências de homicídio no primeiro semestre de 2017. Em Divinópolis, na Região Central de Minas, os números aumentaram 71%, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o aumento foi de 24%, enquanto em Nova Serrana, no Centro-Oeste do estado, as ocorrências subiram 19%.

O governador Fernando Pimentel se mostrou satisfeito com os resultados obtidos pelas forças de segurança de Minas Gerais e comparou os números com a situação do Rio de Janeiro e São Paulo. “Os números são positivos e mostram que, de fato, o trabalho que vem sendo feito pelas forças de segurança do estado estão produzindo resultados melhores do que a média nacional. O Rio de Janeiro neste ano perdeu 94 policiais militares de janeiro a junho, um número extremamente expressivo. Eu diria que é quase uma estatística de guerra. Em São Paulo, outro grande estado vizinho e irmão nosso, eu não tenho o número das perdas das forças e segurança, mas tenho outro número espantoso. Morreram 454 cidadãos paulistas em confrontos testemunhadas e certificadas com as forças de polícia no período de janeiro a junho. Então são dois números aterradores, perdas de vida de cidadãos e perdas de vida de forças de segurança. E, felizmente, nos não temos nada nem sequer parecido em Minas Gerais,” enfatizou o governador.

Outra prática criminosa que apresentou queda, segundo o comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Helbert Figueiró, foi a explosão de caixas eletrônicos. Conforme o militar, em relação ao mesmo período de 2016, a redução foi de 34%. Apesar da queda nos números, porém, as forças de segurança do estado perceberam uma maior ousadia por parte dos criminosos na explosão dos caixas eletrônicos, principalmente, em pequenas cidades do interior do estado.

“O estouro de caixas eletrônicos em Minas Gerais no primeiro semestre de 2017 apresenta uma redução de 34%, se comparado ao mesmo período de 2016. Mas o que é importante, e o que nos leva a uma atenção muito grande, é que aumentou a gravidade desses crimes e o auto grau de beligerância do criminoso na prática desse delito. Isso tem causado, obviamente, nas comunidades pacatas e interiorana, um temor social, um medo e uma sensação de insegurança, mas felizmente a gente tem conseguido junto com as estratégias da Polícia Civil de investigação criminal e nas repressões da Polícia Militar começar a fazer um mapeamento dessas quadrilhas e diversas prisões aconteceram, especialmente, este mês agora entre junho e agosto. É um caminho que a gente começa a construir de combate qualificado a essa modalidade que começou a crescer no estado, mas não vamos permitir que se alastre”, destacou o militar.

PM age contra entrada de criminosos do Rio

O comandante-geral da PM também informou que a corporação também se voltou contra a entrada em Minas de criminosos foragidos do Rio de Janeiro, estado que passa por uma onda de criminalidade que mobiliza até mesmo da Força Nacional de Segurança Pública, que atua nos estados em situações de emergência.

Temendo reflexos das ações no Rio no estado, a polícia começou uma operação na divisa dos estados, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. “Essa semana já começamos a construir operações diárias nas divisas com o Rio, no que é 4º região da PM, com 21 pontos de interceptação. A finalidade é não deixar que a ação federal no Rio de Janeiro mande para nosso estado os criminosos que atuam naquele estado”, disse o coronel Helbert Figueiró.

Apreensão de armas e drogas

O relatório da Secretária de Estado de Segurança Pública também identificou um aumento de 12,91% nas apreensões de arma de fogo no estado neste primeiro semestre de 2017. Foram 1.915 revólveres apreendidos. No mesmo período, em 2016, foram recolhidos das mãos de criminosos 1.696 armas. Em Belo Horizonte, o índice de apreensão é ainda maior, chegando aos 17,6%.

A quantidade de drogas apreendidas pelas polícias Civil e Militar também registrou aumento neste ano. Em 2016, no primeiro semestre, foram 24.488 ocorrências de apreensões, enquanto de janeiro a junho de 2017, o número de registros é de 31.112, atingindo um percentual de 13,1%. Os números em Belo Horizonte, em comparação com o período de 2016, registram aumento de 25,9% nas apreensões de droga neste ano.

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