O secretário de saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, garantiu que, pelo menos nos próximos 30 dias, não há risco de desabastecimento de medicamentos no Estado de Minas Gerais.
Durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (17), ele ainda explicou que a pasta se programou para que houvessem vários gargalos na epidemia e, mesmo que haja escassez de remédio em alguns hospitais, eles são pontuais e estão sendo assistidos pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).


Minas Gerais caminha para os 2 mil óbitos e registra 87.271 casos de coronavírus. “Em relação a estruturação que nós fizemos para enfrentamento e atendimento da epidemia da Covid-19, podemos citar vários gargalos em momentos diferentes. No início da pandemia houve dificuldade extrema para adquirir respiradores e agora estamos chegando para uma dificuldade de recursos humanos e medicamentos. Ampliamos leitos, o que causou uma aceleração do uso de medicamentos. Importante lembrar que Minas tem uma rede de saúde que é eminentemente privada, que tem seus próprios canais para adquirir medicamentos. A Fhemig tem estoque grande, para mais de 30 dias, e não tem risco de desabastecimento neste momento. Temos alguns casos pontuais de alguns hospitais que podem ter risco de desabastecimento, alguns que nos informaram e estamos monitorando”, informou Amaral.


Pico da pandemia
Minas Gerais está na semana considerada pico da pandemia e, segundo a SES, com taxa de infecção da população em 0,39%. Estudos sinalização que em muitos países e outros Estados, quando essa taxa chegou ao patamar de 0,7%, notou-se uma diminuição dos casos de coronavírus. Sobre Minas ainda não ter atingido esse número, o secretário Amaral explicou que pode ser que o Estado sequer alcance tais índices.


“Nossa epidemia está mais horizontalizada, não tivemos um aumento grande de casos em período pequeno, o que foi importante para montar da rede de saúde. Já passamos de 3400 leitos, com uma ocupação geral de 69%, ou seja, temos leitos vagos ainda. Podemos ter em algum local ocupação próxima a 100%, mas atualmente a ocupação mais alta por macrorregião é de 83%. Do ponto de vista de ocupação de leitos, não temos tendência explosiva de ocupação. Estamos vendo a semana inteira e mantendo essa ocupação”, disse Carlos Eduardo Amaral.


Sobre o isolamento social, o secretário pediu que as pessoas continuem mantendo as medidas para “que a semana que vem traga boas notícias para gente”, em relação a flexibilização do comércio em mais regiões do Estado.

Fonte: O Tempo

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