O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$8,9 milhões para Minas Gerais intensificar a vacinação contra febre amarela. A portaria que libera o recurso foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) dessa sexta-feira (17).

Outros estados também serão contemplados. Ao todo, R$13,8 milhões serão repassados aos fundos de Saúde da Bahia (R$394 mil), Espírito Santo (R$1,6 milhão), Rio de Janeiro (R$921 mil) e São Paulo (R$1,9 milhão).

Em Minas, nada menos que 995 notificações de febre amarela foram feitas em pouco mais de um mês. A média é de quase 25 suspeitas por dia, ou uma a cada hora. Desse total, 216 registros tiveram a confirmação da doença e 57 foram descartados.

Até o momento, 76 pessoas perderam a vida após serem infectadas. Quase 90% das mortes são de homens. Outros 93 óbitos ainda estão sendo investigados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A guerra declarada contra o mosquito transmissor da enfermidade, que tem resultado em seguidas derrotas para o povo mineiro, começou em 8 de janeiro, quando os primeiros pacientes apresentaram sintomas da doença em cidades do Leste do Estado.

De lá para cá, as notificações se espalharam para outras regiões do território. Nesta semana, a Secretaria de Saúde de Belo Horizonte informou que cinco moradores da capital foram internados com suspeita de febre amarela.

No entanto, as possíveis infecções não teriam ocorrido na capital. O órgão trabalha com a hipótese de contágio em municípios do interior, já que todos eles apresentaram sintomas depois de viajarem para a área mais atingida pelo surto.

Após as suspeitas, novas medidas foram anunciadas, como a ampliação de postos volantes para a imunização dos belo-horizontinos. A preocupação com uma possível transmissão do vírus em BH aumentou depois que um macaco encontrado morto na cidade teve resultado positivo para a febre amarela.

Doença em animais

Outras duas cidades da região metropolitana, Contagem e Betim, também tiveram confirmação da doença em animais que foram a óbito e outros cinco municípios possuem investigações em curso ou rumores de falecimento de primatas.

Dentre as ações feitas para conter o avanço da doença estão a contratação de leitos extras em hospitais das regiões afetadas, reforço com ambulâncias e transporte aeromédico, distribuição de medicamentos e ações de conscientização junto à população. Comunidades quilombolas residentes em áreas rurais e indígenas também estão sendo mapeadas.

Até o momento, mais de 5,3 milhões de doses de vacina foram distribuídas em todo o Estado, conforme consta no boletim da SES. Além de Minas, Espírito Santo e São Paulo também confirmaram casos da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, doses extras da imunização foram enviadas a Estados com casos suspeitos de febre amarela, além de outros localizados na divisa com áreas de risco. No total, 12,7 milhões de vacinas contra a doença foram distribuídas.

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